Sexualidade e Lesão Medular: Uma visão a ser mudada

 

Quando nos tornamos cadeirantes, seja por um trauma, tumor, infecção  na medular ou qualquer outro motivo que nos pegue de surpresa no meio de tantas coisas a conquistar, tantos sonhos e tanta vida pela frente, é natural que nos sintamos desamparados, alienados, perdidos, sem saber o quer fazer devido a falta de informação em todos os aspectos da vida: emocional, físico, afetivo... E uma das primeiras coisas que vem à nossa cabeça, e na de qualquer um que venha encarar o mundo sentado, é: e a minha sexualidade? Como vou fazer sem sentir?

 

Se o sexo já é um tabu para quem não tem deficiência, imagina para quem acabou de ficar cadeirante. E é disso que estou falando, é isso que precisa ser mostrado, escancarado, esclarecido; que todos, independente de uma deficiência e do seu grau, transam, sim! Para o preconceito não vir disfarçado de benevolência e paternalismo, para não sermos mais vistos como assexuados, defeituosos, impróprios e coitadinhos que não tem tesão e prazer.

 

Em primeiro lugar, o orgasmo é uma função cerebral, e após a falta de sensibilidade, tudo se torna mais intenso e mais explorado, como a visão, o olfato, um beijo mais caloroso ou um toque em uma parte não convencional, se torna muito mais excitante que o habitual. Ou seja, é possível, sim, ter orgasmo sem sentir nada do pescoço ou da cintura para baixo. Existem diferenças, mas cada um a sua maneira, do seu jeito, do seu envolvimento com seu parceiro(a), consegue “ir até as nuvens”.

 

Estamos engatinhando, mas foi plantada uma sementinha na mentalidade e no senso comum, tão limitado em sua visão de sexualidade, julgando-a a partir do paradigma heterossexual penetração-pênis-vagina.

 

Ainda se pensa que sem penetração não há o que se fazer na cama. Por isso que cadeirantes e alguns meios de comunicação expressão suas verdades, tentando mudar rótulos, preconceitos e a falta de informação, para dizer que na cama, um lesado medular, além da tão estereotipada penetração, há muito mais a se viver.

 

E como fica a vida sexual após uma lesão medular? Muito mais gostosa!

Imagem retirada do Google

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