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AGÊNCIA PARA MODELOS COM ALGUM TIPO DE DEFICIÊNCIA


Na infância, Caroline Marques costumava subir no sapato de salto da mãe e brincar de desfile de moda. Em 1990, uma tragédia mudou sua vida. Na Rodovia Fernão Dias, um veículo na contramão se chocou contra o carro de sua família. Caroline ficou paraplégica. Desde então, jamais havia passado pela sua cabeça a possibilidade de retomar o antigo sonho de trabalhar como manequim. Até que, em 2007, descobriu uma agência paulistana que recrutava gente com o seu perfil. Depois de embarcar no negócio, figurou em campanhas de empresas como Fiat, Cavalera e Ópera Rock. Hoje, aos 32 anos, faz em média cinco trabalhos por mês para publicidade. “Não existem mais limites para nós, cadeirantes”, afirma.

Caroline é uma das 81 contratadas da agência da fotógrafa Kica de Castro, exclusiva para profissionais com algum tipo de deficiência. Com sede no Tatuapé, na Zona Leste, o empreendimento foi criado em 2007, com apenas cinco modelos e muitas críticas. “Diziam que eu estava explorando as pessoas nessa condição”, lembra.

A ideia surgiu quando atuava em um centro de reabilitação produzindo imagens dos pacientes para prontuários médicos. Eles apareciam em trajes íntimos e com placas de identificação. As sessões tinham como efeito colateral piorar ainda mais a autoestima das pessoas. Aconselhada por uma amiga psicóloga, Kica resolveu incrementar as fotos dos laudos para mexer com a vaidade dos retratados. “Levava maquiagem, bijuterias e outras coisas para deixar a produção bonita”, conta ela. “Com o resultado, alguns pacientes pediram que eu os ajudasse a ingressar na carreira de modelo.”

Os primeiros contratos foram para a recepção de eventos da Petrobras e na F1. A maioria dos candidatos chega hoje por indicação de quem já integra o casting ou procura o serviço depois de consultar sua página na internet. Eles podem receber de 200 a quase 5 000 reais por trabalho. “Temos milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência”, afirma a fotógrafa. “Eles agora querem se enxergar também nos comerciais e nas passarelas.” - Texto extraído da Veja SP.

Hoje Kica de Castro concorre ao prêmio paulistano do ano que desde dezembro de 2012, VEJA SÃO PAULO destaca na seção PAULISTANO NOTA DEZ histórias de pessoas que fazem a diferença na cidade com trabalhos voluntários nas mais diferentes áreas, da educação à proteção dos animais. A eleição popular que está no ar em nosso site tem como objetivo premiar os melhores projetos do último ano.

Na área da votação, que fica no ar até 1º de dezembro, podem ser encontrados os 47 casos publicados. Basta clicar em cima das fotos para conhecer os detalhes dos perfis.

Nós do Tendência Inclusiva votamos na Kica de Castro que faz um trabalho muito profissional na área da inclusão no universo da Moda!

Vote também: http://vejasp.abril.com.br/especiais/premio-paulistano-nota-dez#

Nome: Kica de Castro

Profissão: fotógrafa

Realidade que transformou: criou uma agência exclusivamente para modelos com algum tipo de deficiência


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