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CULTURA E AS CRIANÇAS


Inclusão deve começar de pequeno e com os pequenos. As crianças são curiosas por natureza. Precisam, querem e gostam de conhecer e brincar com gente nova. O interessante é sentir que no mundo da garotada o ‘’diferente” pode e faz diferença. Andadores; bengalas; próteses e cadeiras de rodas transformam-se em objetos especialmente criados para divertir.

Às vezes penso como seria bem mais fácil se os adultos guardassem no coração sua alma infantil. Será que é tão difícil produzir o bem através de um lindo sorriso entre futuros grandes amigos? Sei que no início até parece complicado pegar as chaves e trancar a porta da fábrica do preconceito. Faça um esforço e tente abrir a janela. Logo vai notar que o sol nasce para todos. O que muda é a quantidade de brilho e luz que seus raios deixarão na história de cada um.

Experimente emprestar seu colo ao pequeno piloto e repare como ele leva sua cadeira a outro planeta em poucos segundos e volta a Terra contando aos pais que deu a volta ao mundo no carro mais louco de todos os tempos. Brinque na cama elástica e logo será contratado para animar todas as festas dos colegas da sua sobrinha. Chame a meninada para jogar basquete e veja sua cara de felicidade ao ter do lado, uma versão do Oscar, porém sem as pernas.

Pegue papel e tinta e logo estará pintando o sete com a boca. Suba no palco e se emocione com a dança de alguém síndrome de down em dueto com outra sem braços. Pegue duas bengalas e cante um trecho de sucessos da parada musical e surgirá uma nova banda de rock ou dupla sertaneja.

Faça programas culturais com as crianças e para elas. Quanto mais cedo houver o contato entre a gurizada com deficiência e as pessoas consideradas ‘’normais’’, a sociedade ganhará futuros e verdadeiros fiscais da inclusão e da acessibilidade. Afinal, tudo na vida é uma questão de oportunidade.

Ricardo Albino


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