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NÃO BUSQUE A FELICIDADE FORA, MAS DENTRO DE VOCÊ


O foco no corpo da mulher sempre foi constante, mas excessos referentes ao padrões ditos ‘’normais’’ acontecem como uma avalanche nos tempos de hoje.

Somos avaliadas, em primeiro plano, pela aparência e não pelas nossas atitudes.

E qual o ideal de beleza nos tempos modernos publicado pela mídia?

A mulher idealizada pelos meios de comunicação tem que ser bonita, cabelos lisos com brilho intenso e extremamente magra. Um modelo que ignora a diversidade racial e cultural e ao mesmo tempo oposto as obras de arte na época do Renascimento, onde os pintores retratavam artisticamente as mulheres curvilíneas e gordinhas, uma demonstração de que elas vinham de famílias abastardas.

A mulher que somos, gera um debate em rodinhas de amigos, salões de beleza, junto aos colegas de trabalho, enfim, um ‘’debate nacional’’. A sociedade faz uma pressão em cima da aparência, e por consequência, surge uma obsessão em se tornar o ‘’estilo perfeito.’’ E tudo isto ocasiona uma agressão física e psicológica, uma verdadeira corrida contra o tempo com dietas e medicamentos milagrosos, que causam danos a saúde, além do fator depressão gerado pela não aceitação perante a sociedade.

O combate as discriminações é um dos segmentos da Política para Mulheres do Governo Federal (1-), mas muito ainda tem que ser feito em relação ao excesso de exposição de algumas mulheres e discriminação de outras.

(1- http://www.spm.gov.br/assuntos/diversidade-das-mulheres )

Devemos repensar alguns valores, pois atualmente, o peso e a beleza são responsáveis pelos problemas com autoestima, mais do que o sucesso profissional.

‘’A autoestima é a opinião, o conceito e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma e pelo seu interior. Através dela é que a valorização ocorre, pela consciência, crença e confiança nas suas habilidades e referenciais próprios. Quando a autoestima está rebaixada, o ser humano sente-se vulnerável e inadequado perante a vida, tendo a sensação de ser incapaz e de estar sempre errado."

Segundo Michael Marmot, autor de uma pesquisa publicada no British Medical Journal, a baixa autoestima pode encurtar a vida . Pessoas deprimidas têm uma expectativa de vida reduzida, com diminuição da atividade do sistema imunológico e, consequentemente, maior risco para várias doenças, como por exemplo infartos, acidentes vasculares cerebrais (derrames), doenças respiratórias e alguns tipos de câncer"

‘’Investir em autoestima é investir no ser humano.’’

O melhor caminho para tratar a baixa autoestima é o auto conhecimento. Desta forma, temos mais controle sobre a insegurança, medo, carência e a raiva. A percepção do que somos e das nossas qualidades é o princípio da autoaceitação. Um diálogo interno auxilia na satisfação pessoal.

É obvio que estamos falando de gostar do que vemos refletido no espelho, sem abandonar a busca pela saúde, sem contar que a ditadura pelo corpo perfeito se transforma em armadilha, pois muitos pensam que corpos magros e desprovidos de gordura trazem felicidade.

Devemos ter em mente que a pessoa perfeccionista em relação ao corpo sofre com este comportamento que muitas vezes ocasiona ansiedade, estresse e frustração.

‘’O corpo e os comportamentos são comparados a “exemplos de perfeição”, impossíveis de serem alcançados, mas que são vistos como as únicas formas legítimas de ser. Essa situação social cria condições para que o perfeccionismo seja agravado, causando muito sofrimento àqueles que investem grande energia na busca da perfeição, através de comportamentos que configuram quadros de Anorexia, Bulimia ou ainda Vigorexia, que é a obsessão pelo corpo forte. Os resultados são desastrosos: os prejuízos à saúde física e psicológica chegam a configurar casos fatais, quando a exigência supera a própria vontade de viver.’’

Fonte: Brasilescola.com.br – Psicologia

Relatos sobre auto estima nas redes sociais são comuns e alguns índices também foram relatados pela empresa DOVE:

A pesquisa global de Dove evidencia um problema universal: a medida que as mulheres envelhecem, a pressão relacionada à beleza aumenta, enquanto a confiança no próprio corpo diminui , impedindo que as meninas vejam sua beleza real. Veja as principais conclusões do estudo ‘’ The Real Truth About Beauty: Revisited’’.

· Apenas 4% das mulheres no mundo se consideram bonitas (em 2004 eram apenas 2%).

· Apenas 11% das meninas no mundo se sentem confortáveis em se descrever como bonitas.

· 72% das meninas se sentem extremamente pressionadas a ser bonitas.

· 80% das mulheres concordam que toda mulher tem algo que é lindo, mas não consegue ver sua própria beleza.

· Mais da metade (54%) das mulheres no mundo concorda que são suas piores críticas quando se trata de sua aparência.

Pesquisa Dove: The Real Truth About Beauty: Revisited

http://www.dove.com.br/pt/Nossa-missao/Nossa-Pesquisa/default.aspx

E o que é realmente a perfeição?

É encontrar equilíbrio frente às constantes mudanças que presenciamos e não perder os nossos valores, é ser feliz como você é, pois estamos com fome de autoestima.


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