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EDUCAÇÃO E ACESSIBILIDADE


Participação de Ricardo Albino

Conhecimento é bom, nunca é demais e na vida pode ser considerado a conquista mais preciosa do ser humano, a única incapaz de nos roubarem. A educação é um direito garantido por lei e em nações que investem no cidadão como participante direto da melhoria da sua própria qualidade de vida, costuma ser tratada e respeitada como prioridade e por consequência, é distribuída da maneira que a população merece.

Educar é um processo longo a caminho da inclusão. A acessibilidade ao ensino, das escolas até as universidades vai evoluir no Brasil quando for percebido como investimento do presente em direção ao futuro. Sonho, utopia ou será um objetivo possível de se ver por aqui?

Antigamente, pessoas com algum tipo de deficiência estudavam em casa ou em escolas especiais, com numero reduzido de alunos nas salas de aula. A pouca ou nenhuma acessibilidade e o medo de rejeição por parte de funcionários e colegas levavam familiares a não incentivarem o potencial produtivo intelectual dos filhos que desistiam dos estudos mais cedo que deveriam. Felizmente, com o passar dos anos e o surgimento de conceitos como educação inclusiva, pensamentos e atitudes parecem evoluir.

Hoje, as pessoas com deficiência conhecem e lutam pelo seu lugar na sociedade. Essa mudança de atitude produz conquistas diárias dentro das instituições educacionais. Cegos tem programas de voz e material em braile, alem de piso tátil entre outros auxílios. Deficientes auditivos tem o direito a um interprete de livras e cadeirantes contam com profissional treinado para ajudar na sua locomoção. Em caso de estudantes com visão subnormal e coordenação motora lenta é possível, através de solicitação aos professores conseguir assistir as aulas usando um gravador e realizar exercícios e provas ampliadas ou com a companhia de monitores.

Um fato preocupante é a proposta de fechamento das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais APAES. Será correto tirar essas pessoas do lugar onde conseguem aprender e desenvolver seus potenciais para simplesmente dizer à sociedade que está promovendo a inclusão social? Nesse caso específico, corre-se o sério risco de excluir qualquer possibilidade de socialização e evolução do aprendizado. A inclusão começa em casa, cresce na escola e precisa continuar andando para frente.

Ricardo Albino


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