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EDUCAÇÃO INCLUSIVA E MERCADO DE TRABALHO


Coluna Luciane Kadomoto

Educação Inclusiva e Mercado de Trabalho - Qual sua importância?

Desde 1991 foi aprovada a Lei de Cotas (Lei 8.213/91 – artigo 93*), na qual obriga as empresas com mais de 100 colaboradores incluírem em seu quadro de funcionários de 2% a 5% de Profissionais com Deficiência.

Essa Lei foi criada pelo direito da inclusão dos Profissionais com Deficiência no Mercado de Trabalho, com o objetivo de promover a igualdade de direitos, oportunidade de desenvolvimento profissional e mudar os paradigmas sobre a Pessoa com Deficiência.

Mas é comum presenciar empresas que queiram só cumprir as cotas, mostrar os números de colaboradores com deficiência cadastrados e, assim, evitar pagar as multas e outras punições legais. Mas será que esta atitude promove a inclusão de fato?

A inclusão é feita quando o profissional realmente se considera como pertencente e envolvido no ambiente corporativo, havendo a socialização, aprendendo a lidar com o grupo e o grupo aprendendo a lidar com a diversidade. E, após um período, a empresa abrir oportunidades para que esta pessoa possa ser promovida ou se desenvolver na área onde ela apresenta uma maior afinidade, assim como é oferecido para qualquer outro profissional.

E a Educação Inclusiva no ambiente corporativo promove a relação, capacitação, envolvimento e a inclusão entre as áreas e as pessoas, com um olhar de aprendizado e evolução. Para isso, podemos pensar na teoria do Construtivismo**, no qual o desenvolvimento é construído conforme o que a pessoa já possui como natural dela (inato), junto com o que ela aprendeu no decorrer de sua vida e com o estímulo e oportunidades de desenvolvimento que é apresentado.

O convívio com a diversidade faz com que todos saiam da ‘zona de conforto’ e criem novas formas de lidar com cada situação ou modo de trabalho, havendo a INOVAÇÃO. E a inovação é um movimento para a evolução, assim como presenciado nas tecnologias. Mas a inovação com o olhar inclusivo no ambiente de trabalho faz com que cada vez mais seja valorizado o jeito de ser de cada pessoa e, quando juntos, formam um todo, como um funcionamento sistêmico***: cada um tem a sua particularidade, assim como a sua responsabilidade e função no grupo, mas formam um TODO INCLUSIVO, com trocas de aprendizado, promovendo DIREITOS IGUALITÁRIOS, evolução nos relacionamentos, promovendo um ambiente mais HUMANIZADO e justo.

*Lei 231/91: artigo 93, visualização em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm

**Construtivismo: autora refere-se este termo através das teorias de Jean Piaget, Paulo Freire, Vigotski, Emilia Ferrero e Henri Wallon.

***Funcionamento Sistêmico: Teoria Sistêmica de Husserl e Existencialismo de Heidegger.

Referência bibliográfica: VON BERTALANFFY, Ludwig. Teoria General de Sistemas. Petrópolis, Vozes. 1976.

Luciane Kadomoto


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