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DEFICIÊNCIA E MERCADO DE TRABALHO: UM OLHAR A FRENTE!


Nosso novo colunista colaborador é Rodrigo Anunciato. Conheça um pouco sobre ele: Bacharel em Comunicação Social. Master of Business Administration em Recursos Humanos. Gerente de Soluções e Porjetos da área de Gestão & Talentos da GS&MD-Ebeltoft Brasil. Atualmente é responsável pela gestão de soluções, condução de ações de desenvolvimento de metodologias, conteúdos e gestão de projetos para o setor de varejo e internacional. Há mais de 10 anos no setor de recursos humanos sendo os últimos 6 anos na GS&MD-Gouvêa de Souza.

Deficiência e mercado de trabalho: um olhar a frente!

Não é de hoje que conhecemos os desafios dos deficientes que buscam uma posição no mercado de trabalho.

A falta de investimento em infraestrutura das empresas, a chamada “dificuldade” em identificar talentos ou mesmo uma posição que possa ser disponibilizada aos deficientes são muitas vezes as principais justificativas do mundo corporativo para as questões que envolvem a inclusão.

Mas é preciso que tenhamos um olhar mais abrangente para esse tema. O último censo realizado no Brasil data do ano de 2010. Nele existem indicadores importantes que refletem algumas questões sob as quais devemos refletir.

Segundo o Censo 2010 divulgado pelo IBGE, 45,6 milhões de pessoas declara ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a mais de 23% da população brasileira.

Além disso, o estudo destaca outros dados importantes, tais como o fato da maior parte dos deficientes residirem em área urbana ou mesmo o agrupamento dos deficientes.

A pesquisa mostra que a deficiência visual atinge 18,8% da população, já as pessoas que possuem deficiências motoras somam (7%), as auditivas (5,1%) e as mentais ou intelectuais (1,4%).

Um dos pontos mais importantes do estudo destaca que a escolaridade dos brasileiros com pelo menos um tipo de deficiência até a adolescência é bastante semelhante a dos que não possuem deficiência. De modo geral, o quadro passa a mudar a partir do término do ensino médio.

Esse é um dos pilares nos quais o empresariado se apoia para justificar a “falta” de profissionais com pelo menos uma deficiência: a falta de qualificação.

Segundo dados recentes, o perfil mais procurado pelas empresas privadas entre as pessoas com deficiência é o de profissionais com ensino médio completo, conhecimento em informática e perfil administrativo.

Para quem ainda está na dúvida se vale a pena investir na busca por uma colocação no mercado de trabalho mesmo com todos os desafios que essa decisão envolve, afirmo que sim.

A atuação profissional permite a interação com outras pessoas, torna o indivíduo ainda mais produtivo e conectado, possibilita assumir cada vez mais a responsabilidade por suas ações, além de favorecer a melhoria nas relações pessoais a familiares, colocando o profissional em um novo patamar, que se bem aproveitado pode trazer consigo novos ideais de carreira e até mesmo de consumo.

Hoje já existem diversos sites com espaços dedicados a oferta de oportunidade de trabalho para pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, bem como cursos preparatórios para concursos públicos que podem ser realizados à distância, facilitando o processo de preparação para concorrer a um cargo.

Se você concorda, ao menos em parte com o que digo, pense comigo: uma pessoa com pelo menos um tipo de deficiência está habituada a enfrentar obstáculos de diversos gêneros. E no trabalho não vai ser diferente, pois desafio e mercado de trabalho são praticamente sinônimos.

Então é hora de dotar-se de uma nova atitude e seguir em frente, rumo ao que você gostaria de realizar.

Como diz o autor Justin Herald em seu livro Atitude: “Não tenha medo de mudanças, pois na maioria das vezes elas representam libertação”.

Rodrigo Anunciato


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