• Tendência Inclusiva

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E ACESSIBILIDADE


Coluna de Luciane Kadomoto

Alunos com Deficiência Intelectual precisam de acessibilidade?

“A Deficiência Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento AAIDD, caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos de idade” (http://www.apaesp.org.br/SobreADeficienciaIntelectual/Paginas/O-que-e.aspx).

Assim, dependendo de cada caso, esse tipo de deficiência pode ser diagnosticado desde a gestação e durante a vida escolar da pessoa. E como incluir esse aluno na escola regular?

O aluno com deficiência intelectual pode ter uma diversidade para aprender, como em questões de raciocínio lógico, processamento de informações abstratas e de leitura e escrita.

E por que não pensar em usar a ACESSIBILIDADE para o ensino-aprendizado? Um aluno com deficiência intelectual pode processar melhor algumas aulas com recursos audiovisuais, associação de figuras relacionadas ao assunto, ou colocar em prática aquilo que se usa o pensamento abstrato, como em uma aula de física, química, matemática, geografia, etc. Assim, o aprendizado pode ficar mais didático, prazeroso e com melhores resultados para todos do grupo (para alunos com ou sem deficiência).

Como por exemplo em uma aula de Matemática Financeira, o aluno com deficiência intelectual pode ter mais facilidade em aprender usando materiais ilustrativos e simulando o real, utilizando materiais palpáveis com imagem de moedas e dinheiro impressos (como usados nos jogos ‘Banco Imobiliário’).

Em uma aula de versos e poemas na Língua Portuguesa, o aluno pode ter mais facilidade quando é trabalhado de modo cantado, explicando na prática.

Para um melhor resultado, em muitos casos, é necessário um trabalho multidisciplinar, com a participação de fonoaudiólogos, psicólogos, educadores físicos, professores, médicos, fisioterapeutas, etc. Por isso, é importante ter o diálogo entre escola regular e instituições especializadas no assunto, porque ainda não há a capacitação especializada de todos os professores de como lidar e ter estratégicas de ensino para o público de alunos com diversidades de aprendizado, como no caso de deficiência intelectual.

E assim, juntos, temos maior fortalecimento para colocar em prática a acessibilidade e inclusão para o desenvolvimento de todos os alunos, que serão os nossos futuros profissionais e protagonistas de nossa nação.

“Mãos à obra!”

Luciane Kadomoto


© Copyright Tendência Inclusiva  2014 / 2020