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RECURSOS HUMANOS ALÉM DA LEI DE COTAS.


Coluna de Luciane Kadomoto

Recrutamento & Seleção, Treinamento, Retenção e Desenvolvimento de Carreira para Pessoas com ou sem Deficiência.

Mesmo com anos de luta para a inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, é comum ver empresas que queiram somente preencher a cota (Lei de Cotas 8213/91) para evitar a multa da fiscalização do Ministério do Trabalho. Mas por que não aproveitar o potencial e as competências deste novo colaborador?

A área de Treinamento (T&D), junto com o Recrutamento & Seleção (R&S), equipe de trabalho e Desenvolvimento de Pessoas podem se unir e verificar cada profissional para o sucesso dele e da empresa ao todo.

A área de R&S, já na entrevista, pode verificar algumas competências, habilidades e potenciais e fazer um breve relatório de perfil.

Na área de T&D e na equipe de trabalho, os profissionais veteranos e novatos ficarão mais próximos, havendo uma troca de aprendizados e desenvolvimento de habilidades. É muito importante que o novo colaborador comunique e mostre seus potenciais, suas dificuldades, limitações e diversidade no aprendizado. Nesta etapa, assim como no dia-a-dia, é importante a visão da empresa para a acessibilidade e o trabalho interno de cada um para diminuir a barreira atitudinal com a diversidade e com o novo. Converse com o colaborador com deficiência, assim como conversará com qualquer outro. Em casos de dúvidas, pergunte a ele e não ao colega dele.

Para profissionais com deficiência intelectual, é importante fazer o treinamento (ou capacitação profissional) pautado na prática. Se necessário, acrescentar a acessibilidade na comunicação escrita, como mostrar etapas do processo de trabalho com imagens e deixar em cada local de trabalho, para que ele se organize melhor e tenha um apoio (lembrete). Esta dica poderá ser usada para qualquer outro novo colaborador, afinal, dificilmente aprendemos tudo e lembramos todas as etapas em uma nova função, atividade ou emprego, logo na primeira semana.

Cada um tem a sua essência, só precisamos ter um olhar e escuta para o que este novo colaborador mostre e fale dos seus objetivos e das suas vontades profissionais, para que a área de Desenvolvimento de Pessoas e a empresa em geral possam aproveitar o máximo possível do potencial de cada um, levando em conta com o que a empresa tem para oferecer, ampliando a troca de aprendizado com a diversidade, atuando de modo igualitário e também fazendo com que este profissional se sinta realizado e motivado no trabalho, havendo a retenção, desenvolvimento de pessoas e, consequentemente, o desenvolvimento e evolução da empresa ao todo.

Luciane Kadomoto

T-Inclusa – CRP 06/4757/J



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