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ABC PARA ADULTOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL


Coluna de Luciane Kadomoto

A participação e motivação da família e escola são importantes para a alfabetização da criança.

Mas quando se fala de alfabetização de adultos com deficiência intelectual? Como fazer este trabalho?

Antes de tudo, é importante usar a empatia (colocar-se no lugar do outro). Não julgue e não formule conceitos antecipados. Conheça o (a) seu (sua) aluno (a). Deixe que este trabalho aconteça naturalmente, conforme o ritmo de cada um e com o todo da sala.

Podemos usar as mesmas metodologias e instrumentos de alfabetização utilizados pelo ‘EJA’ (Educação de Jovens e Adultos). Sim, um adulto com deficiência intelectual é um adulto como outro. Não precisamos usar desenhos e outras representações infantis para isso. Se for necessário, faça adaptações conforme o (a) aluno (a).

Podemos começar pelas vogais, depois consoantes e fazer as junções, até formarem as palavras. Este trabalho é diário e é importante incentivar este exercício em todas as oportunidades que surgirem.

No início, podemos trabalhar a associação de imagens com as letras e, depois, com as palavras. Para facilitar, usem imagens que estão no dia-a-dia da pessoa.

Registrem cada etapa deste trabalho. Além de ser um instrumento de avaliação para o próprio profissional (verificar os pontos positivos e os a melhorar), vocês verão a evolução do seu aluno e como vocês construíram este ensino-aprendizado juntos.

Se você tem outras metodologias, fiquem à vontade para nos enviar e partilhar as experiências e conhecimentos.

Auxiliando no desenvolvimento de cada um, ajudamos na evolução da sociedade.

Mãos à obra!

Luciane Midori Kadomoto Bezerra

T-Inclusa – CRP 06/4757/J



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