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CAPITAL HUMANO: um olhar além.


Coluna de Luciane Kadomoto

Olá caros leitores,

Hoje vim para um bate-papo.

Nos últimos dias fiquei sem contatos, seja por telefone ou pelas mídias sociais. Sozinha, observei comportamentos de alguns grupos sociais. Refleti comigo mesma: como a mídia televisiva e de internet influenciam nos pensamentos, comportamentos e valores de muitos!

Alguns julgam conforme suas próprias experiências e nem sempre estão abertos para enxergarem a realidade como elas são. E muito menos para com um olhar empático e com a escuta para a experiência e visão do outro.

Assim, muitos também ‘formulam’ o trabalho inclusivo. Muitas matérias colocam as Pessoas com Deficiência como ‘coitadas e incapazes’, aumentando o olhar de assistencialismo para este público. Colocam histórias emotivas para ser um ‘chamariz’ para a concorrência televisiva.

Mas agora, convido-os a refletirem comigo: por que não perceber primeiramente o potencial de cada pessoa? Antes de serem diagnosticados como Pessoa com Deficiência, são pessoas como outras, com suas experiências e histórias de vida. Posso dizer que eu mesma aprendi (e aprendo) muito com os meus amigos e colegas com deficiência.

Posso citar o Mestre Edison Passafaro, que é paraplégico, mas não deixou de estar profissionalmente ativo. Atualmente é consultor, palestrante e educador em mobilidade, acessibilidade, inclusão e sustentabilidade; instrutor e auditor da ABNT e coordenador de acessibilidade da ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Aí pergunto a vocês: ele é um ‘coitado’? NÃO! Ao contrário, ele ajuda a desenvolver pessoas e a sociedade em si.

Assim, convido todos a refletirem sobre a inclusão no Mercado de Trabalho: por que colocar vagas específicas para a Lei de Cotas? Por que não ver primeiramente as capacidades, potenciais e competências dos candidatos, sejam eles com ou sem deficiência? Por que não dar a oportunidade do seu colaborador de evoluir, conforme o potencial e com o que eles realmente querem para si e para a empresa?

Muitos querem subir de cargo, focados somente no ganho financeiro ou simplesmente para a vaidade, orgulho e egoísmo, criando relacionamentos de competitividade e mal-estar com seus próprios parceiros, além de não trabalharem conforme as propostas da Cultura Organizacional. Mas há outros que não. Estão ali, porque gostam do que fazem, estudam e acreditam que podem ser protagonistas para o desenvolvimento da empresa, do outro e da sociedade em si.

Caros líderes e gestores pensem nisso! Por que não olhar conforme o que as pessoas realmente são e não conforme o olhar distorcido que os outros colocam, pelo simples ‘achismo’.

Olhem além do que é mostrado, escutem além do que é falado. Criem estratégias com o Capital Humano que já possuem, estudem a Teoria Sistêmica e o Coaching para o melhor aproveitamento de sua equipe.

Uma ótima semana e até a próxima!

Luciane Kadomoto

T-Inclusa - CRP 06/4757/J



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