• Tendência Inclusiva

LUCIANE KADOMOTO


Especial de aniversário da Revista Tendência inclusiva

Conheci a Adriana Buzelin (Dri) através do nosso amigo em comum, o Scott Rains, de São Francisco, Califórnia (EUA). Em uma simples conversa sobre projetos destinados à Pessoa com Deficiência, Scott estava conversando comigo e, em paralelo, com a nossa Diretora Dri. Conversa vai, conversa vem, acabamos trocando até confidências particulares, criando um vínculo de amizade, respeito e admiração.

Sou graduada em Psicologia (Mackenzie e Unip) e fiz Pós-Graduação em Educação Inclusiva e Deficiência Intelectual pela PUC-SP. Comecei essa paixão (que agora é amor), quando meu filho mais velho nasceu. Por questões de segundos ele não teve anóxia, que poderia acarretar em deficiência física e, dependendo do grau, intelectual.

Em 2004, fui voluntária no abrigo e escola “O Pequeno Cotolengo”, em Cotia, destinado a pessoas com deficiência física, intelectual e múltipla. Depois atuei na São Paulo Transportes (SPTRANS) para Orientação Profissional e liderança de um posto de atendimento, para a gratuidade, como para idosos, Pessoas com Deficiência e atendimento especial a gestantes , com a Supervisora Regional Laura Favero. Atuei na área de Treinamento & Desenvolvimento e Educação Corporativa em uma grande empresa de Call Center, com o objetivo de capacitar para atendimento a Bancos. Aprendi muito sobre o ambiente corporativo e de negócios, unindo com a simplicidade de liderança da Coordenadora Cristiane Lima, que sempre acreditou no potencial e nas competências de cada um da sua equipe. Lá, pude ter a oportunidade de tentar colocar um projeto de inclusão para o mercado de trabalho, mas que infelizmente não tive sucesso, porque na época a Cultura Organizacional não estava preparada para fazer a inclusão com qualidade.

Fui para o Programa de Aprendizagem no CIEE (Centro de Integração Empresa – Escola), no qual tive a oportunidade de ter como alunos pessoas com e sem deficiência na mesma sala de aula, colocando em prática o verdadeiro processo de inclusão escolar, junto com o apoio de toda a equipe. Fizemos projetos junto com a área Sócio-Educativa da APAE de São Paulo.

Atuei na ADID (Associação para o Desenvolvimento Integral da Pessoa com Síndrome de Down), na área de Empregabilidade, com a Metodologia do Emprego Apoiado e Capacitação Profissional Especializada à Diversidade. Fiquei por alguns meses, quando fui convidada a fazer parte da equipe da Consolidar, que hoje está junto com a Dorina Nowill.

Hoje, estou no Senac de Jundiaí, no Programa PET Trampolim (Programa de Educação para o Trabalho à Pessoas com Deficiência Intelectual), que é um projeto diferenciado, no qual une parcerias com a APAE da Região, Sesi, Ciesp e Empresas. Sou professora de Psicologia e Relações Humanas em curso técnico de Administração em um colégio particular da região Oeste de São Paulo, e atuo como Psicóloga e Consultora em algumas escolas e empresas para a inclusão e acessibilidade.

Eu entrei na Revista Tendência Inclusiva, quando a Adriana me convidou para fazer uma entrevista sobre a minha atuação profissional, como o objetivo de uma ajudar a outra, fortalecendo os nossos objetivos para levar informações a todos, conhecimento e provocar a reflexão com a finalidade de quebra de paradigmas, favorecendo a Humanização, simplicidade e o olhar de igualdade para todos.

Na Revista, pudemos entrevistar importantes profissionais da área, como o Sr. Romeu Sassaki, da Anea (Associação Nacional do Emprego Apoiado), Bruno Guazelli ( da Praia Acessível de Bertioga), 1º Espaço Acessível Universal do Equipotel, Coordenado pelo Mestre Sr. Edison Passafaro, da ABIH, além de divulgar ideias e metodologias sobre a diversidade, inclusão e acessibilidade com qualidade às empresas e escolas.

Com este grande aprendizado e com as trocas de informações, uma das grandes conquistas foi de ter sido escutada pela equipe da Deputada Federal Mara Gabrilli, sobre a questão de que todos os Cursos Superiores deverão conter em sua grade curricular o tema sobre a Pessoa com Deficiência, capacitando os novos profissionais para a igualdade, atendimento personalizado, respeito à diversidade e criação de novas estratégias de inclusão e acessibilidade no Brasil.

”Inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pessoa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento”. (Brasil. Lei nº 13.146, de 6 de junho de 2015, Capítulo IV, do Direito à Educação, artigo 28, parágrafo XIV).

Acreditamos que aos poucos e unidos, podemos sim fazer do Brasil um país diferenciado e mais Humano, não deixando de ser lucrativo e aprimorando os negócios com essa inovação. Acreditamos que essa crise vai passar e, quem sabe, incluindo as inovações?


Luciane Kadomoto é Psicóloga, Especialista em Educação Inclusiva pela PUC-SP, atua na Capacitação Profissional para Jovens com Deficiência Intelectual no Senac, Docente em Psicologia das Relações Humanas no Colégio Pollux e é Fundadora da Inclusa, prestadora de serviços em Educação Inclusiva nos ambientes corporativos e nas escolas.

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