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EDUCAÇÃO INCLUSIVA NAS EMPRESAS E NAS ESCOLAS


Neste ano, relatamos alguns eventos como da ‘Praia Acessível’, em Bertioga, São Paulo (um em março e outro em novembro). Na mesma edição (primeira), tivemos a entrevista com o idealizador Surfista Bruno Guazelli Filho.

Outro foi o do ‘Equipotel Acessibilidade Universal’, liderado pelo Sr. Edison Passafaro, coordenador da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), com a abordagem sobre a importância de acessibilidade nos serviços de gastronomia e hotelaria.

No decorrer do ano, foram mostradas estratégias sobre inclusão escolar e no mercado de trabalho.

Tivemos temas como ‘Brinquedos Inclusivos’, enfatizando a importância do brincar no desenvolvimento e construção da identidade nas crianças. Demos dicas de como fazer uma aula diferenciada, lúdica e inclusiva para o aprendizado de ensino fundamental, mas sempre conscientizando os leitores que não há um modo único para o este trabalho, porque é uma construção entre os alunos e professores.

Para as empresas, tivemos temas como:

- ‘Educação Corporativa e Competitividade’, no qual foi abordado sobre a Educação Corporativa Inclusiva que gera mudanças, nas quais podem mudar o olhar sobre a competitividade, porque torna o ambiente mais Humano e para a inovação, criatividade e desenvolvimento, tornando a empresa com ações mais saudáveis;

- ‘Implantação de Educação Inclusiva nas Empresas’, com o incentivo a reflexões e dicas sobre a mudança cultural inclusiva com qualidade e Humanizada;

- ‘Inclusão de pessoas com deficiência intelectual para o trabalho’, no qual foi abordado sobre a diversidade e para a capacitação profissional, assim como para o treinamento e desenvolvimento, informando algumas estratégias de inclusão qualitativa;

- ‘Tutor e a inclusão de pessoas com deficiência intelectual para o trabalho’, enfatizando a importância de um profissional responsável pela inclusão na empresa.

- Tivemos a participação do Psicólogo e Presidente da ANEA, SR. Romeu Sassaki, que informou sobre a metodologia do ‘Emprego Apoiado’, utilizado em algumas empresas e instituições no Brasil e no mundo, mas ainda é pouco conhecido entre os profissionais da área de inclusão no mercado de trabalho;

- Logo após, colocamos sobre a ‘Importância da Capacitação Profissional para a Inclusão com Qualidade’. Nesta edição, colocamos reflexões e enfatizamos sobre o significado da qualificação para atuar com a questão de inclusão e acessibilidade. No Brasil, infelizmente ainda há muitas pessoas que atuam em áreas, nas quais não foram qualificadas e nem preparadas profissionalmente, resultando em trabalhos sem qualidade e impróprios.

Depois de alguns meses, junto com uma solicitação de criação de uma Lei sobre a inclusão em cursos de educação, realizada à Equipe da Deputada Mara Gabrilli (em 2014), vimos que foi aprovado na Nova Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência 13.146/2015, Capítulo IV, do Direito à Educação, artigo 28, o parágrafo: “XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pessoa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento”.

Ou seja, todos os cursos superiores (Faculdades, Universidades) e técnicos precisarão ter em sua grade curricular, conteúdos relacionados ao estudo sobre a Pessoa com Deficiência, nos respectivos campos de conhecimento, como por exemplo, nos cursos de Engenharia Civil ou Arquitetura, ter na grade sobre o ‘Desenho Universal’, que é de acessibilidade a todos, seja para Pessoas com ou sem Deficiência. Outro exemplo, nos cursos de Licenciatura, obrigatoriedade sobre como aplicar a Educação Inclusiva e estratégias de como criar o ensino-aprendizado para diversidade de alunos, seja com deficiência intelectual, autismo, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física, entre outros. Outro exemplo é na faculdade de Música: como aplicar o estudo da música em pessoas surdas? Em Administração, RH, Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional, Psicologia do Trabalho e Social, ter matérias relacionadas à inclusão com qualidade no mercado de trabalho, desde o Recrutamento&Seleção, Treinamento&Desenvolvimento, Desenvolvimento Humano, assim como o desenvolvimento do profissional, diminuindo o ‘turn over’ (desligamento ) de profissionais com deficiência nas empresas.

Com a diversidade, saímos da nossa ‘zona de conforto’, nos colocamos no lugar do outro, criamos estratégias para lidar com o ‘novo’, inovamos nossos modos de agir, pensar, sentir, de trabalhar e, alguns vão além, tornam-se empreendedores para criar novos serviços e produtos para atender a diversidade Humana.

Apostamos que, com a diversidade, empresas e profissionais, além de facilitar para a igualdade, podem usar a sua criatividade para sair da crise econômica.

Que a virada de ano seja repleta de amor, fraternidade e sentimentos bons para todos.

Em 2016 teremos mais!

Até lá!

Luciane Kadomoto


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