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SOMOS TODOS TERAPEUTAS


Há poucos dias, após uma meditação de inspiração espiritual, deparei-me com a seguinte publicação no Facebook.

“Certa vez, estava fazendo fisioterapia, amarrada em uma mesa ortostática, porém a mesa ficava na garagem da casa e debaixo de uma tela de amianto. Era um calor insuportável e eu tinha que ficar lá por uma hora com a sensação de desmaio e muito calor. Isso me incomodava muito e, principalmente, me revoltava. A telha era aquecida pelo sol e fazia aqueles barulhos de dilatação por causa do aquecimento. Minha sensação era de estar fritando...

Então, comentei com minha mãe que passava por mim e ouvia minha lamentação:

- Mãe, essa telha está me fritando e eu amarrada aqui. Que inferno este barulho dela dilantando pelo sol!

E minha mãe disse:

- Adriana, não é a telha dilatando por conta do sol. São passarinhos dançando tango!”

Fiquei maravilhada com o que li, pois embora a súplica da moça em questão fosse profunda, sua mãe, inspirada pelo amor divino, que só as mães aprendem a compartilhar, trouxe para a situação a leveza da imaginação e da liberdade de um pássaro.

O que tento mostrar aqui, é que, mesmo nas situações, momentaneamente, mais difíceis, em que estamos resistentes e endurecidos, podemos receber palavras doces, tão criativas, que nos tiram a atenção do sofrimento e nos fazem enxergar a expressão do amor em situações de dor.

Que tal praticarmos diariamente? Usemos nossas palavras com doçura na direção do outro. Um simples comentário criativo, um sorriso, um dar as mãos, um olhar fraterno, e tantas outras manifestações, com toda certeza, tornam o dia mais feliz. Podem não resolver uma situação, mas auxiliam profundamente no enfrentar das provações, que não devem ser encaradas como castigo, mas sim, como compromissos espirituais, assumidos no plano astral.

Se uma flor nasce no meio de uma pedra, porque não podemos ser felizes nas novas realidades que se apresentam?

Vamos exercitar o ensinamento dessa mãe: feche seus olhos, mentalize-se num ambiente bonito e acolhedor, e dance o seu tango!

A história foi relatada por Adriana Buzelin, Diretora dessa Revista, e com sua autorização, convido a cada um de vocês para essa reflexão.

Que na próxima edição eu os encontre em paz.

Krishnaya

Revisão: Sílvio Carvalho


#krishnaya

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