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É HORA DE FAZER AS PAZES E SEGUIR EM PAZ.


Senti um nó me trancar a garganta. Aparentemente estava tudo normal, era um dia como outro qualquer... Vez ou outra, gosto de sentar na companhia do silêncio e bater um papo com Deus, para ver o que Ele vem pensando a meu respeito. Mas neste dia, a conversa não partiu de mim. Foi Ele quem me puxou para o "tête-à-tête". E foi assim, em uma hora desavisada, que eu entendi o que se passava em mim.

Confesso, eu andavam com os pensamentos meio dispersos, as pegadas deixadas no caminho estavam pesadas, duras... Mas a vida seguia, quase que no automático. Na correria das mil atividades que faço nas 24 horas do meu dia, mal me dei conta de quão amargurado meu coração estava (suspeito ser por causa dessa mania de acumular sentimentos).

Foi quando, com uma voz branda, Deus me disse: "é hora de fazer as pazes, Mariana!"

Esta frase bastou para que aquela pulguinha passasse a me incomodar atrás da orelha. "Fazer as pazes" significa se reconciliar com alguém (ou algo). E não precisou de muito tempo e nem muita filosofia para eu perceber o quanto precisava desta reconciliação para seguir em paz.

"Nossa, Mariana! Mas você tem tantos inimigos assim? Achei que fosse uma pessoa boa!"

Em primeiro lugar, penso que isso pouco tem a ver sobre ser bom ou ruim, muito menos está relacionado a inimigos. Muitas vezes, precisamos fazer as pazes com nós mesmos e aprendermos a nos olhar com mais generosidade e aceitação.

Depois de um exame de consciência, percebi que eu realmente precisava olhar com um carinhos especial para algumas pessoas que fazem parte da minha história. Mas isso não significou eu sair correndo de onde estava, com uma trilha sonora ao fundo, lágrimas nos olhos, rumo a um abraço que enterraria todos os sentimentos mal cicatrizados. Não, não!

A reconciliação é um processo e precisamos ter paciência para que ele seja eficaz e sincero. É como aquela velha dinâmica de dar um passo de cada vez. Com esforço de quem quer fazer dar certo, mas também respeitando os limites e considerando as reticências deixadas nas páginas nas quais não soubemos o que escrever. E agora, eu ando neste tempo, de fazer as pazes para ficar em paz! Espero que eu consiga!


Porto de Corumbá, no Pantanal sul-matogrossense


Mariana Monge é jornalista, escritora, blogueira, letrista... Me resumo em frases, aspas, parágrafos e histórias (minhas e dos outros). Fora isso, tenho vários talentos ainda desabrochando em mim e sempre me permito ser algo novo. Três-lagoense por natureza, campo-grandense por criação, mineira por encantamento e carioca por puro deslumbre.

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