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QUEM TEM PRESSA, TROPEÇA...


Tenho visto muita gente reclamando.

“Ela faz isso, não gosto.” “Ele faz aquilo, me irrita.”

E muito da reclamação, ou da insatisfação, ou das brigas que a surpresa traz, está na não preparação. E tem muito despreparo pela vida, basta observar...

O jovem sonha em sair de casa, seja para ter a tão sonhada e ilusória liberdade ou então para estudar fora, e quando consegue, pronto! Está feio o enrosco. Não sabe cozinhar. Não sabe lavar. Não sabe passar. No sabe limpar. Simplesmente não sabe fazer nada, e volta a depender da casa original para tudo. Aí eu penso: então só queria era dormir fora?

O rapaz que mora com a mãe se apaixona por uma pessoa e rapidamente, na pressa, com o medo de que aquele grande amor lhe escape pelos dedos, se casa. Aí fica a mãe sofrendo aquela situação de “praticamente abandono’, e o filho lá, tentando encontrar a mãe na esposa, e não encontra. Pronto! Brigas. Mau humor. Irresponsabilidades. Desarmonia. Discórdias. Agressividade. Aí eu penso: qual o propósito desse casamento?

E quando vem os filhos então?

É sabido que um pai e uma mãe nascem quando nasce o filho. Mas é preciso mais que isso. É preciso se preparar para ter os filhos. Criança é linda, mas chora. Tem que trocar a fralda. Tem que tentar adivinhar o que a criança está pedindo. Tem que acordar de noite para cuidar da sua alimentação ou então das dores que a fazem choramingar. Ela cresce um pouco e começa a brincar. Ela quer companhia. Ela chama pelo pai. Ela chama pela mãe. E pouco importa se o pai está cansado depois de um dia de trabalho e a mãe exausta por também ter trabalhado durante o dia, trabalhar em casa, e ainda por cima ter energia para brincar. Isso tudo irrita, cansa, sobrecarrega simplesmente porque a pessoa não se preparou para ter filhos. E vida de alegria com a benção que o Universo mandou, passa a ser um fardo.

E por falar em propósito, isso infelizmente está em desuso.

Raras ao as pessoas que pensam, projetam, criam estrutura de plano A, B, C,..., Y, Z. No impulso tomam decisões que envolve investimento financeiro, envolve o rumo da vida de outras pessoas, e quando o acaso (aquele que “vai lhe proteger enquanto você estiver distraído” como cantam os Titãs) lhe mostra que você tentou plantar raiz em areia movediça, e tudo desaba. Faça um rápido teste, responda para si: aonde e como eu quero estar daqui há 5 anos? E o que vem semeando para colher esse resultado?

Existe um ditado que diz “Não faça promessas quando estiver feliz. Não discuta quando estiver com raiva. E não tome decisões quando estiver triste.” Um grande sábio quem escreveu isso. Agir dentro deste preceito evita uma série de dissabores para si, e para o outro.

Precisamos exercitar coisas muito simples e preciosas: respirar, observar, acolher, transformar, e agir com compaixão.

A respiração é o alimento do espírito. E o pulmão quando não usado de forma correta, vira casinha da tristeza. Respire profundamente. Trate-se com amor. Deixe o ar circular dentro de você. Troque o ar de dentro dos pulmões, e não dê espaço para emoções nocivas que se transformam em ansiedade.

Observar é uma das ações mais importante que precisamos ter. Quem observa pensa. Quem observa considera. Quem observa raramente pisa em falso. Quem observa dificilmente se martiriza e fere o outro.

Acolher uma situação é procurar qual a melhor solução para a situação que se apresenta, e não ficar em julgamento sobre a situação e quem a criou. Primeiro acolha, depois ensine a melhor forma, pois se houve o julgamento antes, é porque se tem uma solução muito melhor do que a que foi tomada.

Transformar uma situação é colocar boa vontade e amor na solução.

E agir com compaixão não é ter dó do outro. Não. Ter compaixão é saber se colocar no lugar do outro, e tentar entender o motivo da pessoa ter agido da forma que agiu. Não temos olhos de raio-x, e quem age sem compaixão, jamais vai enxergar quais são as amarras que levaram aquele pigmeu a se tornar um gigante.

Para cada estrada existe um tipo de sapatos. E enquanto um não calçar o sapato do outro, não saberá se é confortável ou se machuca a cada passo.

A gente corre demais. Não vê por onde passa. Não presta atenção em quem cruzou nosso caminho. Não sente o gosto do alimento. Para que correr desse jeito?

Sinta os sabores. Os gostos. Os cheiros. As texturas. Respire. Sorria. Transmute.

É isso o que se leva dessa vida.

Que na próxima edição eu os encontre em paz.

Krishnaya



Krishnaya é Terapeuta Holística com especialização em Acupuntura, Auriculoterapia, Acupuntura sem Agulhas, Massoterapia com Especializações, Numerologia, Radiestesia, Mesa Radiônica Espiritual, Mestre em Reiki em diversos Sistemas, Medicina Tradicional Chinesa, Metafísica, Mantras e Meditação, além de outras formações dentro da área Holística, Alternativa e Complementar. Atua em atendimentos e Cursos Livres no modo online e presencial, além de palestras e Work Shops com Vivências de Coaching Holístico.

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