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IDAS E VINDAS.


O que podemos dizer sobre essas relações afetivas que oscilam mais que uma montanha russa? O que acontece com a questão afetiva?

Atendo vários casais e arrisco escrever brevemente sobre este assunto.

Umas das dificuldades mais evidentes está mesmo na atitude: CEDER.

“Nem sempre será só do meu jeito”, abrir mão do que sinto ou penso em determinadas questões pelo outro, respeitar os desejos do outro que são diferentes do meu. Realmente não é simples e muito menos algo fácil.

Ajustar uma boa sintonia entre pessoas que foram criadas de maneira completamente distintas. Eis um dos maiores desafios da vida!

O que ocorre em muitos casos é uma fadiga física e mental quando as pessoas partem para a luta psicológica ou literalmente degladiam entre si na tentativa de mudarem o seu parceiro(a).

O ser humano não permite transformações em seu comportamento, valores e/ou hábitos mediante o desejo do outro. Pelo simples querer ou pelo tanto falar.

O que essas tentativas refletem é um “cabo de guerra”, desembocando reações de pirraças, afastamentos, monitoramentos desenfreados, sentimentos vingativos e boicotes de toda ordem. Podemos dizer aqui sobre a destruição afetiva que promove diversos sintomas emocionais mediante tentativas errôneas de ficarem juntos.

As pessoas que vivem idas e vindas vão deslocando muitas vezes um bom sentimento afetivo, uma admiração inicial para sentimentos de aversão e/ou repulsa.

E, caso não haja uma profunda conscientização sobre o que sentem no mais íntimo e o que podem fazer para modificar ações hostis, irão caminhar para abismos entre eles. E infelizmente chegar a finalização de um relacionamento que poderia ter sido pleno e prazeroso.

Em alguns casos os desgastes são tão intensos que geram impasses em qualquer tentativa de reconciliação, principalmente quando a fixação em rótulos e preconceitos um sobre o outro impedem qualquer percepção de transformação, ou seja, não conseguem ver as possíveis mudanças relacionais.

Sendo o que muitos chamam de "incompatibilidade de gênios". E assim não resolvem suas questões e acomodam neste ponto.

Procure avaliar a sua escolha e tente entender o que te motivou a desejar ficar com essa pessoa desde o início, não perca este fio condutor da admiração e lute para AJUSTAR as arestas e Não apará-las. Não é cortando o outro que vamos alcançar o seu melhor sentimento.

Pode ser um bom começo para uma relação saudável e duradoura.



Angélica Falci é Psicóloga Clínica, Especialista em Saúde Mental/ Psicopedagogia. Foi gestora de Recursos Humanos na empresa SemeaRH, realizou atendimentos públicos na área de Saúde Mental e atualmente atende em clínica particular. Articulista de Revistas realiza seu trabalho em prol de um melhor trânsito a vida.

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