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TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM.


É comum, quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem na escola, que os pais pontuem primeiro fatores que, na visão deles, são os definidores do mau rendimento escolar. As ponderações feitas estão relacionadas á: preguiça “isso é preguiça de estudar, nunca vi isso, não sei de onde puxou”. Não gosta de estudar, “quando eu era criança estudar era a coisa mais importante, agora essas crianças nem gostam de ouvir falar em estudar ou escola”. Celular, “As notas não ficam boas mesmo não, mas pergunta sobre celular, internet, vídeo game, sabe tudo”. Essas falas são muito recorrentes no dia a dia dos profissionais que se deparam com crianças que apresentam determinadas dificuldades para aquisição do conhecimento e sua aplicabilidade. Quando procuram ajuda profissional, a família já tem em mente várias possibilidades e a existência de um transtorno que afeta o processo de ensino não é o mais cogitado. Crianças desatentas, desinteressadas, agitadas demais, com uma ortografia fora do padrão para a idade, com trocas silábicas, que se confundem com os códigos matemáticos, que não compreendem comandos básicos, podem sofrer de distúrbios de aprendizagem e precisam de ajuda profissional.

Na escola, quando o aluno apresenta notas e comportamentos ruins, geralmente a família é chamada para a tentativa de uma intervenção pontual, mas nem sempre, essa intervenção ocorre da maneira correta e positiva. Só é possível ajudar uma criança se o que está causando o problema for identificado e tratado. Ter como justificativa para todo comportamento inadequado a indisciplina, falta de limite, falta de interesse ou irresponsabilidade não vai mudar a trajetória escolar desse pequeno indivíduo, que precisa, mais do que nunca, receber atenção e cuidados para que o seu futuro não seja comprometido.

A função da escola e da família é de colocar a criança no caminho da educação de qualidade, que respeite as diferenças, sejam elas de que ordem forem. Ninguém é igual a ninguém, cada um aprende e compreende de uma maneira única, particular. Respeitar as diferenças e limites da criança é contribuir para que ela se desenvolva da melhor maneira, em estatura, conhecimento e emocionalmente saudável. A vida adulta é bastante exigente e crescer com a sensação de “ser um problema” ou de “ter um problema” não vai ajudar para que esse indivíduo almeje e alcance os voos mais altos pensados por ele e por sua família, mesmo que esse voo seja raso demais para algumas pessoas, ele ainda é um sonho.


De acordo com CIASCA (2003) a aprendizagem é melhor definida como um processo evolutivo e constante, que envolve um conjunto de modificações no comportamento do indivíduo, tanto a nível físico como biológico, e do ambiente no qual está inserido, onde todo esse processo emergirá sob a forma de novos comportamentos. Dessa forma, toda e qualquer experiência de vida (boa ou ruim) vivida pela criança vai influenciar diretamente no resultado final dessa equação que é a aquisição do conhecimento.

São vários os transtornos de aprendizagem conhecidos:

  1. Transtorno de expressão e escrita.

  2. Transtorno do Déficit de atenção.

  3. Discalculia.

  4. Dislexia.

Quanto ao diagnóstico, é importante que ele seja realizado multidisciplinarmente, já que as dificuldades apresentadas fazem parte de uma construção da fala, leitura e escrita, e variáveis como questões sociais, biológicas, cognitivas e intelectuais. Para isso, os profissionais envolvidos precisam ser especialistas nesses aspectos.

Se você precisa de ajuda com seu filho (a) não perca tempo e procure o quanto anteses o Psicopedagogo e receba a orientação e encaminhamentos necessários, pois o diagnóstico e tratamento correto vai fazer toda a diferença na vida dessa criança dentro e fora da sala de aula.

Referências Bibliográficas

CIASCA, S. M. (org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, 220p. MOOJEN, S. M. P. Caracterizando os Transtornos de Aprendizagem. In: BASSOLS, A. M. S. e col. Saúde mental na escola: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003.


Tatiane Teixeira Alves é Socióloga, formada pela Universidade Católica de Minas Gerais. Pós graduada em Psicopedagogia Clínica, Educação Inclusiva e comunicação Assistiva pela Universidade Cândido Mendes . Sócia fundadora da Assistiva – Acompanhamento Educacional especializado que oferece o apoio pedagógico para pessoas com necessidades educacionais específicas, sob a premissa de que “Se uma criança não consegue aprender da maneira que está sendo ensinada, é preciso mudar o método de ensino para que ela aprenda”.

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