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8 DICAS PARA SE APOSENTAR BEM: IDENTIDADE.


Gravei esta série de 8 vídeos com o objetivo de trazer questões iniciais, porém muito importantes, para o momento de se aposentar. Pequenas pílulas de reflexões que talvez nunca tenham passado pela sua cabeça. Escute com atenção os temas abordados nas próximas segundas-feiras para evitar más surpresas nessa hora de transição.

A primeira questão que trataremos é sobre a perda da IDENTIDADE quando se deixa de trabalhar e de exercer uma função realizada durante muitos anos. “Parece que perdemos um pedaço da gente”. Somos representados pela instituição que frequentamos e reconhecidos socialmente por aquilo que fazemos. Abandonar o crachá com o nome da empresa para a qual se contribuiu, muitas vezes por longos períodos, tem um lado difícil. Você perde aquela identificação que gera orgulho, que te insere de forma digna no mundo: João, funcionário público, Rosana, dentista, trabalha na prefeitura de Belo Horizonte ou na empresa tal. Depois, passa a ser apenas aposentado(a). Uma palavra não muito valorizada na nossa cultura, infelizmente.

Já observaram que, geralmente, quando conhecemos alguém, a primeira coisa que perguntamos é como se chama e a segunda, o que ela faz, com o que trabalha? Por tudo isso costuma-se sentir como perda significativa a interrupção de um trabalho. E é importante buscar outros papéis sociais, onde você possa depositar energia e se nutrir de vitalidade.

O que você quer ser depois que se aposentar? Empreendedora, cozinheiro, cuidadora, escritor? Algo que saiba fazer bem feito e que te faça ser reconhecido. Saiba dizer quais são suas habilidades e coloque-as em prática. Encontrando esse caminho, sentirá que é possível dar nova forma à sua identidade.

Se você já se aposentou e viu que essa não é uma experiência fácil, compartilhe esse conteúdo (facebook.com/trampolim60mais) para que pessoas que ainda não passaram por isso possam se preparar melhor. Compartilhar boa informação é transmitir educação.



Cecília Xavier é graduada em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Ciências Médias de Minas Gerais (2002). Mestre em Ciências da Reabilitação pela UFMG, apresentando a dissertação de título: "Arranjos ocupacionais na aposentadoria de idosos saudáveis". Especialista em Terapia Ocupacional com ênfase em Saúde Mental pela UFMG. Realizou aperfeiçoamento em Psicopatologia Clínica pela Universidade de Barcelona. Foi professora substituta do Departamento de Terapia Ocupacional da UFMG, onde uma das disciplinas ministradas foi sobre o desenvolvimento humano na velhice. Atualmente trabalha na FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), onde está implantando o 1o Programa de Preparação para Aposentadoria (PPA) para os servidores da rede composta por 14 mil funcionários. Como projeto pessoal está estruturando um PPA virtual e investindo seus estudos e práticas na assistência a idosos. Também atende a mesma clientela em consultório particular desde o início da carreira.

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