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LBI E A FORMAÇÃO PROFISSIONAL.


LBI e a formação profissional - transformação para toda sociedade brasileira.

Desde a LBI (Lei Brasileira de Inclusão, Lei 13.146/2015), houve a movimentação da sociedade para melhorias às Pessoas com Deficiência.

Um dia questionaram: “mas se o olhar é para a igualdade, não deveria nem ter movimentos e Secretarias para a Pessoa com Deficiência”. Respondi: “mas se não houvesse esse movimento, você acha que haveria mudanças, haveria o olhar e o tratamento de igualdade?

Se há mais de 4 décadas há grupos que lutam para que as pessoas olhem com mais empatia, tenham acessibilidade, inclusão, adaptação à todos e, mesmo assim, não conseguimos ter eficiência real nesse assunto. Você acha que se as pessoas não se unissem para terem um espaço na política, na área legislativa, ou nos grupos sociais, a sociedade trataria todos de modo igualitário? Se não houvesse esse movimento, a sociedade abriria espaço à diversidade naturalmente?”

É com essa reflexão que venho tratar sobre um dos parágrafos da LBI que fará muita diferença para o desenvolvimento de toda a sociedade brasileira:

“XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pessoa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento” (Lei 13.146/2015, Capítulo IV, do Direito à Educação, artigo 28).

Significa que todas as Universidades, Faculdades e Escolas Técnicas precisarão incluir em seus cursos temas relacionados à Pessoa com Deficiência, como incluir o assunto sobre o ‘Desenho Universal’ em cursos de Engenharia, Segurança do Trabalho, Arquitetura, etc.; ou o assunto sobre a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade) em cursos voltados à saúde, como de Enfermagem, Medicina, Psicologia, Fisioterapia e em cursos de Administração e Recursos Humanos, quando se tratar de assuntos sobre a Lei de Cotas 8.213/91 para a inclusão nas empresas (além de tantos outros cursos...).


A implantação desses temas para a formação educacional será um grande ‘semeador’ dos Direitos Humanos na formação e desenvolvimento dos futuros profissionais. Mas é importante que haja a cobrança dos líderes e gestores educacionais para que esses assuntos sejam tratados com responsabilidade e comprometimento com a qualidade, que não sejam temas tratados somente para não haver cobrança do MEC (Ministério da Educação e Cultura) ou das Secretarias da Pessoa com Deficiência, mas sim com o olhar de que todos nós, um dia, podemos precisar de algum profissional que saiba sobre recurso acessível, adaptado ou com um olhar e tratativa mais empática e Humana.

Então... Para quem faz parte da Educação do país: "mãos à obra"!

Vamos fazer parte dessa mudança!


Luciane Kadomoto é Psicóloga, pós-graduada em Educação Inclusiva e Deficiência Intelectual pela PUC SP, especialista em inclusão de Pessoas com Deficiência para o mercado de trabalho, docente do Senac Jundiaí, professora de Psicologia, Relações Humanas e inclusão em cursos de Administração, Orientadora e Consultora de educação inclusiva. Psicóloga Clínica. Atuante na área desde 2004.

kadomotolucianemidori@gmail.com

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