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AS CRIANÇAS PEDEM SOCORRO!


Procuro sempre que possível chamar a atenção das pessoas para os cuidados físicos e emocionais consigo mesmas e com pessoas próximas, principalmente com aqueles em plena formação. Estamos vivendo em um mundo oscilatório e infelizmente, não conhecemos as pessoas a fundo, suas dores e seus adoecimentos. Muitas histórias da vida real nos assustam e entristecem. Alguns episódios de abusos contra as crianças ferem nossos sentimentos. Acuados e feridos, não sabem onde buscar socorro, e em geral não apresentam reações. Mas sempre deixam transparecer em seu comportamento de que algo não está bem, fiquem atentos ao comportamento rotineiro das crianças. A pedofilia é um desvio comportamental praticado por pessoas imaturas e adoecidas em alguma área emocional. Elas desejam saciar desejos sexuais com pessoas também imaturas e inseguras. O autor do ato passa a dominar e a não questionar os sentimentos e as consequências dos próprios desejos. São impulsos primitivos, sem censura e sem nenhum sentimento de remorso. Os abusos podem ocorrer em todas as classes sociais e geralmente são praticados por pessoas próximas à vítima. Ouvimos a respeito dos homens, mas as mulheres também praticam o ato e muitas vezes passam despercebidas.

Com o advento da tecnologia, muitos casos têm acontecido pela vulnerabilidade a que estão expostas as crianças na grande rede. É preciso pontuar também a precocidade com que elas têm atingido a adolescência e de certa forma a sociedade vem contribuindo para que as crianças não passem mais pela fase de latência. Fase esta voltada para interesses da infância e onde o pudor, vergonha e constrangimento das questões sexuais devem surgir para adormecer essa curiosidade de certa forma e retornar de forma mais organizada numa fase mais madura. Os pais não podem ficar acuados e/ou sem atitudes diante dos filhos. Investiguem os celulares e as redes sociais; perguntem, conversem, saibam com quem seu filho convive. Isso não é invasão de privacidade; é prevenção emocional! Seu filho está começando a descortinar a vida e precisa de orientações e esclarecimentos. Evite os tabus e abra o leque para uma conversa transparente e de acordo com a idade, pois, caso contrário, podem ocorrer grandes atrocidades físicas e emocionais. O adoecimento emocional muitas vezes é severo e os casos são alarmantes.

Vamos cuidar das crianças no mais subjetivo possível. Estejam atentos ao contexto em que elas convivem. Em muitos casos, o agressor se passa por ‘boa pessoa', correto, ético, honesto e até mesmo ‘religioso’.

Tenho profunda convicção de que o mundo vai ser melhor quando as etapas forem cumpridas; quando o respeito for acessível; quando a informação for suprida com veracidade.

As crianças precisam ser crianças, brincarem muito, ter um mundo lúdico real e não invadidos por uma poluição agressora e infundada. Precisam descobrir a sexualidade no momento adequado e de forma saudável. Pessoas com certa redução de traumas vão fazer um mundo melhor e serão mais atentas e formadoras de pessoas do bem, com respeito à vida e à dignidade. Se você suspeitar de algo, busque mais informações, não negligencie uma vida de sofrimentos. Diga NÃO à pedofilia!



Angélica Falci é Psicóloga Clínica, Especialista em Saúde Mental/ Psicopedagogia. Foi gestora de Recursos Humanos na empresa SemeaRH, realizou atendimentos públicos na área de Saúde Mental e atualmente atende em clínica particular. Articulista de Revistas realiza seu trabalho em prol de um melhor trânsito a vida.

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