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ORTOREXIA: UMA DOENÇA PERIGOSA


Sobre os transtornos alimentares, sabemos o quanto envolvem riscos graves e comprometedores. Buscam saúde, mas alcançam a destruição fisiológica e relacional.

Muitos destes transtornos são conhecidos pela população em geral, mas pouco se fala a respeito.

Existentes e reconhecidos podemos falar da anorexia o mais clássico pela situação gravíssima que coloca seus portadores, sobre a bulimia, a vigorexia e o mais atual e ainda em processo de reconhecimento temos a: Ortorexia.

Trata-se de um padrão comportamental que vem crescendo assustadoramente. A classe médica e psicológica encontra-se diante de um transtorno difícil de ser conduzido pela obsessão mascarada como natural e “saudável”.

Os ortoréxicos apresentam profunda fixação com alimentos específicos e externam repulsa às pessoas que alimentam de forma tradicional. Trata-se de uma busca abusiva por ser “saudável” e magro.

Expressam ansiedade elevada por resultados rápidos e vão pregar uma alimentação baseada apenas em itens naturais, integrais, orgânicos, sem gordura, conservantes e tudo aquilo que for industrializado terão aversão.

A busca da perfeição inexistente que com certeza visa encobrir questões subjetivas as quais não deseja encarar ou superar. Pessoas que passam a viver somente do externo, da casca, ou seja; ter um corpo magro significa ser uma pessoa bem-sucedida.

Considerada uma nova doença e que pode levar a casos de depressões graves, autoimagem distorcida, irritabilidade excessiva, empoderamento aniquilador de suas relações e avanços para a bulimia e anorexia em busca dos objetivos rápidos.

Em suma, parece bom ser assim, mas na realidade essas pessoas se tornam exigentes demais consigo mesmas, mau humoradas, críticas em seus comentários sem filtro com relação a alimentação dos demais, críticos também com a aparência dos outros, podem ter autoimagem superior e preconceituosa, com forte tendência a crer em tudo que aparece com a conotação de “saudável”, de se automedicarem, de acreditarem fielmente nas estratégias mundiais do controle alimentar, mediante industrias bilionárias que visam produzir ortoréxicos.

O diagnóstico é difícil porque fica na linha entre o saudável e o patológico, mas é perceptível quando vira uma obsessão. Essa pessoa não relaxa quando está em uma festa, tende a evitar vida social ou levar seu próprio alimento, critica muito as pessoas, evidencia nas redes sociais somente este aspecto, seus assuntos não mudam, deixa de alimentar adequadamente e passa a ter sérios riscos com a falta de vitaminas essenciais. Vitaminas muitas vezes protetoras do neurológico estável.

Sempre enfatizamos o equilíbrio em todas as áreas existentes. Os extremos produzirão danos, dentre estes a perda de si mesmo, a cegueira emocional e a falta de bom senso. Seja saudável sim, mas não de forma obsessiva.



Angélica Falci é Psicóloga Clínica, Especialista em Saúde Mental/ Psicopedagogia. Foi gestora de Recursos Humanos na empresa SemeaRH, realizou atendimentos públicos na área de Saúde Mental e atualmente atende em clínica particular. Articulista de Revistas realiza seu trabalho em prol de um melhor trânsito a vida.

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