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UM GRITO DE SORORIDADE!


Os últimos dias têm sido marcados por questões políticas, econômicas e sociais cada vez mais urgentes e desafiadoras.

Nunca se viu na história do mundo um momento tão controverso quanto o que vivemos hoje.

Cada vez mais as pessoas se sentem incomodadas, indignadas e perplexas por fatos e versões de acontecimentos que muitas vezes fogem inclusive ao mínimo entendimento.

Dentre todas as opiniões, contextos e apelos, uma das palavras que mais tem se tornado presente em diversos discursos de pessoas que clamam por uma nova atitude no mundo está a sororidade.

Mas, será que realmente entendemos o que essa palavra significa?

O termo Sororidade vem da palavra sóror, ou seja, “irmã” em latim.

Se fizermos uma simples análise, a palavra sororidade vai nos levar imediatamente ao movimento feminista, mas na verdade a sororidade vai muito além de rótulos. Aliás, rótulos são extremamente dispensáveis quando se vive num momento como este, em que toda a humanidade é chamada a repensar seus conceitos, reafirmar seus valores e agir.

Não importa em quais bases estamos. Não importa em que cenário vivemos. É preciso que haja cada vez mais sororidade.

Sou homem, criado em uma família matriarcal, tenho um filho homem e apoio integralmente a sororidade. Isso muda a minha condição de indivíduo?

– Não.

Sororidade para mim vai além da igualdade de gêneros. Aprendi com minha mãe que “As pessoas devem ser tratadas e respeitadas como gente. Não importa o gênero, a orientação sexual, a situação econômica, física ou intelectual”.

Nesse momento te convido a refletir comigo.

Infelizmente, a igualdade em qualquer esfera ainda é muito mais um desejo que uma realidade.

Mulheres são espancadas, estupradas, assediadas verbal e sexualmente aos milhões, seja dentro ou fora do ambiente de trabalho, seja dentro ou fora de suas próprias casas, suas próprias famílias.

Não quero aqui em nenhum momento desmerecer a importância desses fatos abomináveis, mas fazer você refletir comigo que o mesmo ocorre em diversas outras situações.

Quantos deficientes, gays, negros, pobres, analfabetos, idosos são tratados desta mesma forma?

Será que é esse o legado que queremos deixar ao mundo? Será que é desta forma que realmente queremos ser reconhecidos pelas futuras gerações?

– Tenho certeza que não.

A sororidade é um ato de reconhecimento, empatia e companheirismo que busca simplesmente um objetivo comum: a igualdade em todos os sentidos.

Por isso, mais uma vez eu reforço: a sororidade está presente, mesmo que de forma implícita, em todo e qualquer ato de igualdade, em todo e qualquer clamor de mudança e engajamento.

Em prol desta constatação eu reafirmo: precisamos buscar a sororidade em tudo o que fazemos. Precisamos ensinar nossos filhos e filhas que igualdade não é mérito, igualdade é base, seja com quem o com o que for.

Precisamos lembrar nossos familiares, amigos, conhecidos que se não houver uma transformação partindo de cada indivíduo neste momento, os dias que virão podem ser ainda mais devastadores.

É hora de unirmos nossos esforços, unirmos nossas ações e intenções em prol de um mundo ao qual realmente queremos pertencer.

Pense nisso!



Rodrigo Anunciato é Bacharel em Comunicação Social. Master of Business Administration em Recursos Humanos. Gerente de Soluções e Projetos da área de Gestão & Talentos da GS&MD-Ebeltoft Brasil. Atualmente é responsável pela gestão de soluções, condução de ações de desenvolvimento de metodologias, conteúdos e gestão de projetos para o setor de varejo e internacional. Há mais de 10 anos no setor de recursos humanos sendo os últimos 6 anos na GS&MD-Gouvêa de Souza.

rodrigo.anunciato@terra.com.br

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