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DA UNIVERSIDADE AO MERCADO DE TRABALHO.


Seria ululante, citar leis, normas, e convenções que asseguram e orientam o acesso das pessoas com deficiência (PCD) à Políticas Públicas.

Assim como o jovem “andante”, o PCD começou felizmente dar à devida importância ao diploma de Ensino Superior, atrelado a transição ao mercado de trabalho.

Segundo dados divulgados pelo censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entre 2004 e 2014, à presença da pessoa com deficiência nas universidades deram um salto. Em 2004, o número de pessoas com algum tipo de deficiência, que realizaram matriculas no Ensino Superior, eram de 5.395, em 2014, 33. 377, um aumento de 518,66%.

A grande questão, para o público que frequenta à faculdade, PCD ou não, é sair preparado, seja para o mercado de trabalho ou para uma Pós Graduação.

Ao longo da minha vida, tive a oportunidade de frequentar muitos ambientes, principalmente Campus Universitários e Escolas. Observei uma grande preocupação na inserção física do deficiente ao ambiente, o qual não deixo de reconhecer ser sim uma importante etapa para que se tenha inclusão, mais etapa inicial, que mesmo tardiamente, apenas estabelece a locomoção.


O PCD que já passou por uma graduação, sabe muitas vezes de forma impactante, que a realidade no mercado de trabalho não é muito boa, e que as barreiras arquitetônicas são mínimas se comparadas ao despreparo empresarial do contratante.

Para muitas empresas, “obrigadas a contratarem deficientes”, para cumprirem a Lei de Cotas, pouco importa o diploma ou especialização, o que importa é ter o PCD no seu quadro de funcionários.

Contudo, é preciso entender que o PCD, muitas vezes com uma orientação elevada, é uma pessoa comum, que possui sonhos, de por exemplo, constituir família, ter um carro, viajar (...)

Afinal, a pessoa com deficiência tem ambições, e não vai permanecer por um longo período em um cargo de nível operacional, sem ter oportunidade de crescimento como as demais, ela precisa ter dignidade em seu ambiente de trabalho.

Enfim, a educação, principalmente de nível superior, tem um papel importante na verdadeira inclusão. Ela conseguiria, retirar os estereótipos criados em cima da necessidade da pessoa com deficiência, educando novos empresários, para que possam exigir de um deficiente físico uma participação ativa, estratégica, afinal, na deficiência física por exemplo, o cérebro se matem totalmente preservado, e não haveria nenhum impedimento para ter ideias inovadoras que contribuam para a empresa, seja no ambiente organizacional ou estratégico.

Há tempos, um aluno de Platão já dizia: “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade” (Aristóteles).

Ouça a leitura do texto acima com Viver Eficiente:



Emerson Thiersch Faustino trabalha com assessoria de imprensa, Marketing, Bacharel em Comunicação Social (PUC/MG), Pós Graduação em Business and Marketing (TAFE/SA). Apoia e participa de organizações sem fins Lucrativos que tenham como objetivo a verdadeira inclusão da pessoa com deficiência.

ethiersch@yahoo.com.br

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