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O USO DO TABLET E ELETRÔNICOS


A tecnologia evoluiu muito nos últimos anos e trouxe muitas ferramentas de apoio através de aplicativos afins. É possível conseguir muito material de apoio pedagógico, não desmereço os benefícios que a tecnologia traz, porém para certas coisas ainda funciona a velha didática. Nada substitui o contato humano, a experiência real. As crianças hoje não se sujam mais, não brincam na chuva, têm menos cicatrizes nos joelhos do que deveriam. O brincar, o lúdico, a experiência vivida é o que levamos como aprendizado para a vida.

A maioria das crianças, autistas ou não, são fascinadas por essas tecnologias (aliás é muito fácil nos fascinar por elas), as crianças, uma vez apresentadas a esse mundo tecnológico, terão mais dificuldades quando precisarem abdicar dele para participar do mundo real.

O excesso da tecnologia prejudica principalmente a interação. E qual a maior dificuldade de uma criança no espectro do autismo? Qual o fator mais determinante desta condição? Não é justamente a dificuldade de socialização e deficit na interação social? Quando uma criança está de frente a um tablet ou a um computador (mesmo que esteja fazendo algum jogo pedagógico ou de alfabetização) com quem ela está interagindo? Para quem ela está olhando? Que ganho social ela está tendo? Qual ganho está de fato tendo?

A cada dia são desenvolvidos novos aplicativos com o objetivo de “otimizar” algumas abordagens, como comunicação alternativa e de aprendizagem. Até concordo que tais ferramentas podem ajudar mas tudo depende de como e principalmente para quem. Eu prefiro trabalhar com o concreto, com o palpável. Se uma criança aprende o significado das figuras e começa a usá-las para se comunicar, ao entregar uma figura para comunicar algo posso aproveitar para trabalhar com ela o contato ocular, a atenção compartilhada, a socialização e até mesmo começar a estimular a fala.

A generalização acontecerá mais efetivamente com a vivência.



Michelle Malab foi diagnosticada com Síndrome de Asperger já na fase adulta, anos após ter tido o diagnóstico de seu filho Pedro. Com o filho diagnosticado, deparando-se com a falta de tratamentos eficazes e poucos profissionais capacitados na área começou a estudar sobre a síndrome, tornando-se co-terapeuta no tratamento do filho. Durante anos de estudo passou administrar palestras sobre autismo e organizar seminários sobre o tema, trazendo os melhores métodos e tratamentos que visam dar às pessoas com autismo as ferramentas necessárias para seu desenvolvimento. Autora do livro Na Montanha Russa - Vivendo a maternidade no Autismo. É militante na luta pelos Direitos das Pessoas com Autismo e, em particular, no que se refere a inclusão escolar efetiva e humanizada. O autismo do filho acabou por lhe trazer também um conhecimento sobre si mesma.

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