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O COMEÇO DO FIM


Chegamos à metade do ano.

Talvez, pela velocidade com que o tempo passa, cada vez mais rápido, não tenhamos parado para perceber, mas já estamos rumo ao começo de mais um fim.

Ao final de cada ciclo de doze meses temos a chance de renovarmos nossas esperanças e acreditarmos em dias melhores, mas será que de fato é assim que deve funcionar?

Muitas vezes, a gente não se dá conta, mas vivemos o fim a cada momento.

Final de mês e as contas que nunca batem, final de dia, e o cansaço de se ter enfrentado uma série de situações, sejam elas melhores que as do dia anterior ou não, final de hora, daquelas que às vezes parecem intermináveis, ou mesmo boas demais para acabar, final de minutos, que por vezes parece que se arrastam, de segundos, enfim. A vida é feita de começos e finais.

Agora, constatando isso, como de fato as pessoas lidam com os finais? Como você, eu ou qualquer outro ser lida com isso não importa. A questão é que nós não sabemos lidar com os finais.

Por vezes, arrastamos situações, sejam elas relacionamentos, empregos, contratos, acordos e mais um monte de outras coisas, pelo simples fato de não aceitarmos o começo do fim.

Em geral, o fim começa a se mostrar muito antes de seu real princípio e, naturalmente, seu começo se apresenta dentro de nós mesmos.

Quando a satisfação frente a algo muda, independente de ser algo extremamente positivo ou não, quando nos seguramos para fazer, dizer ou realizar algo, quando percebemos que todo o possível já foi feito, estamos vivendo o começo do fim.

Podemos, muitas vezes, por egoísmo, acomodação, conforto, ou até mesmo por conveniência, tentarmos negar de algum modo que o fim chegou, mas a pergunta é: até que ponto vale a pena negar o começo do fim?

Pois é! Não vale!

Se olharmos por este ângulo, teremos a chance de perceber que o fim, de fato não existe. O que existe, na realidade são oportunidades.

Oportunidades de vivenciarmos novos ciclos, novos aprendizados, relacionamentos, amores, prazeres, sabores que só podem existir a partir de uma nova oportunidade, daquelas que muitas vezes só nós mesmos é que podemos nos dar.

Ainda assim, em geral preferimos fingir, pois não é fácil, sob nenhum aspecto, encararmos o fim.

Por mais cruel, conflitante, desalinhada ou desumana uma situação possa parecer, de algum modo já estamos condicionados, acostumados ou até resignados com ela.

Mas, acredite. Se você se der a chance de encarar o começo do fim de frente, se você se der a chance de ultrapassar a barreira que o fim tende a nos impor, uma nova porta, uma nova oportunidade para seguir em frente surgirá.

Fácil? Nem um pouco! Porém, muitas vezes por medo de enfrentarmos o luto, por não sabermos como lidar com as incertezas que o fim irá trazer com ele, ou até pela negação ou não aceitação de sentirmos dor perdemos a chance de experimentarmos o novo, que na verdade é a melhor parte do fim.

Por isso, sempre que o começo do fim se apresentar a você se dê a chance de enfrentar a dor e o sofrimento desse novo momento de corpo e alma. Se dê a chance de sentir o que quer que seja, e mais uma vez acredite, como os antigos já diziam, que isso, assim como tudo na vida, também vai passar.

Pense nisso!



Rodrigo Anunciato é Bacharel em Comunicação Social. Master of Business Administration em Recursos Humanos. Gerente de Soluções e Projetos da área de Gestão & Talentos da GS&MD-Ebeltoft Brasil. Atualmente é responsável pela gestão de soluções, condução de ações de desenvolvimento de metodologias, conteúdos e gestão de projetos para o setor de varejo e internacional. Há mais de 10 anos no setor de recursos humanos sendo os últimos 6 anos na GS&MD-Gouvêa de Souza.

rodrigo.anunciato@terra.com.br

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