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QUESTÃO DE AUTOESTIMA


Autoestima: hoje em dia escutamos muito essa palavra. Várias situações se associam a ter ou não autoestima adequada. O sucesso aos projetos pessoais é atribuído a ela. Realmente, ela é um fator muito importante, mas não é algo que compramos numa loja. A autoestima é uma construção que vem no pacote do desenvolvimento desde a infância. Ela vai sendo moldada e transformada em combustível para que as pessoas acreditem mais em seu potencial e sintam-se seguras para investir em seus projetos. Mesmo aquelas pessoas que não foram estimuladas à construção da autoestima em âmbito familiar, podem mudar essa história e agir diferente. Podem lutar com mais força psíquica para adquirir uma nova construção de si mesmo. F. Patrick-Rose e G. Jacob (2006) propõem uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que elas chamam de “os quatro pilares da autoestima”, os quais particularmente considero muito interessante: 1. Auto aceitação: Uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser “um consigo mesmo” e se sentir em casa no próprio corpo. 2. Autoconfiança: Uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Ter real noção da suas potencialidades e ferramentas. 3. Competência social: É a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância / proximidade com outras pessoas. 4. Rede social: Estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas. Vamos pensar na importância que devemos dar a nós mesmos, mas sem perder o sentimento altruísta. É essencial desenvolver passos e ficar mais atento e consciente das próprias emoções, sentimentos e sensações físicas e psíquicas. Ter um relacionamento respeitoso e amoroso consigo mesmo são pontos vitais para conseguirmos dar equilíbrio à vida e, assim, sentirmos felizes, saudáveis e dispostos. Quase todos os nossos problemas emocionais: ansiedade, timidez, auto destrutividade nos negócios ou na vida amorosa, a busca das drogas e várias compulsões, têm sua origem na autoestima inadequada.

É esse afeto por nós mesmos que nos dá o sentido de valor, de merecer o sucesso seja em qual área for. É o que nos leva a enfrentar os desafios da vida.

É na hora da queda, dos fracassos, das perdas inevitáveis, já que somos humanos, que a autoestima reflete sua face mais importante. Na mesma circunstância em que uns optam pelo renascimento, pela recuperação, outros caminham para a depressão e acomodação no sofrimento. Não conseguem movimentar a favor de si mesmo. Acredito que a felicidade se resume a momentos mais constantes de estabilidade emocional, diferentemente daquela pessoa que vive mais tempo entre altos e baixos e com certeza, vive cercada de estresse e desânimo diante da vida e dos novos desafios.

Faça a diferença em sua vida, dê mais credibilidade a você mesmo. Ame a si mesmo! Que o Novo Amor por si se inicie com equilíbrio em suas emoções!



Angélica Falci é Psicóloga Clínica, Especialista em Saúde Mental/ Psicopedagogia. Foi gestora de Recursos Humanos na empresa SemeaRH, realizou atendimentos públicos na área de Saúde Mental e atualmente atende em clínica particular. Articulista de Revistas realiza seu trabalho em prol de um melhor trânsito a vida.

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