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EU OLHO O OUTRO QUE ME OLHA

Atualizado: 29 de Jul de 2019


Muitas pessoas se importam fortemente com o olhar do outro, sendo umas das questões que mais ouço em atendimentos. Sabemos da construção positiva das Inter relações e de como este olhar nos molda e transforma.


Mas, fixar neste pensamento: O que o outro vai pensar de mim! Pode sim trazer muitos comprometimentos psicológicos.


Vamos tentar compreender um pouco sobre esse pensamento que persegue e que muitas vezes além de acuar pode ceifar potenciais.


Desde tenra idade somos orientados e de certa forma privados na liberdade do nosso pensamento e atitudes mediante este fantasma que nos acompanha desde cedo: “Precisamos ser aprovados pelo olhar do outro”. Na verdade; precisamos do olhar do outro para nos construir e não para nos escravizar.


Temos dois polos que podem ser atingidos: crenças aprendidas e desenvolvimento maturacional.


Certos lugares, como regiões menores apresentam ainda mais essa preocupação: “o que os outros vão pensar sobre mim”, na verdade é um processo do inconsciente coletivo na busca de uma idealização para que uma pessoa sendo aceita e valorizada e ainda sem manchas perpetuará a imagem de uma linhagem “perfeita”.


Sabemos que em excesso pode trazer muitos comprometimentos no desenvolvimento maturacional de um indivíduo.


Exatamente por essas questões devemos ter muito cuidado no formato passado aos nossos filhos para que haja redução de danos nos processos psicossociais. Quando há excesso de preocupações com a busca deste olhar de aprovação, podem gerar inúmeros acometimentos mentais, sendo alguns: ansiedade elevada, auto cobrança exacerbada, depressões comparativas, perfeccionismo, transtornos obsessivos compulsivos, dentre outros.


Estejam atentos a fala invasiva de preocupação do que o outro vai pensar e tente moderar este pensamento dentro de si mesmo. Podemos dizer sobre a boa maturidade de alguém quando se encontra mais seguro de si mesmo, liderando melhor suas escolhas, independente da aprovação/aceitação do outro.


Em geral se trata de um “fantasma mental” construído por grande parte das pessoas que se sentem ego centrados no desejo do outro e criam pensamentos que muitas vezes não vão ocorrer por parte de terceiros, ou seja, em geral a própria pessoa se torna perseguidor de si mesmo, cria espaços mentais invadidos por um outro que na verdade é dele mesmo.


Não teremos controle e muito menos sobre o pensar e julgar do outro. Liberar ou melhor ainda libertar essa construção nociva que vem pela cultura, pela família ou por comportamento aprendido será um dos maiores passos para a sua real maturidade.


Sabemos dessa construção reciproca que favorece minha consciência de ser no mundo. “Eu olho o outro que me olha”. A filosofia dede os primórdios revela a essência deste encontro para que possamos nos descobrir. Mas não devemos fixar o outro como nosso ser central.


"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta." Carl Jung








Angélica Falci é Psicóloga Clínica, Especialista em Saúde Mental/ Psicopedagogia. Foi gestora de Recursos Humanos na empresa SemeaRH, realizou atendimentos públicos na área de Saúde Mental e atualmente atende em clínica particular. Articulista de Revistas realiza seu trabalho em prol de um melhor trânsito a vida.

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