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HÁ CURA?




Por alguns meses fiquei em silêncio. Procurei temas e debates a respeito das doenças raras. Num momento de grandes transformações em nossas rotinas, contextos políticos duvidosos, novas doenças aparecendo e velhas retornando, catástrofes. E nesse silêncio percebi que há um singelo tema a ser despertado em nossas cabeças. A cura. Onde está a cura? Num mundo onde só se apresentam as doenças?


E surgiu essa reflexão:


Não adianta.


Não adianta procurar a cura apenas em si, você precisa ajudar a curar o próximo para se auto curar. Quase como se fosse um remédio. Um antídoto da cura da alma. Ao longo desse caminho provocamos eclipses em outras pessoas, provocamos tempestades, chuvas, sol etc. Provocamos efeitos e causas. Eu te curo para você me curar. Eu te toco para você me tocar. Permaneço em paz quando você está em paz. A cura existe para o mal. O mal existe para ser curado. Assim segue o baile da vida. Quem pensa que vai ser curado sozinho e todos os outros que estão ao redor continuarão seguindo suas vidas sem estar no tratamento se engana. Eu te curo, você precisa me curar. Caso contrario, melhor procurar outras fontes. Muito longe daqueles que te querem bem, e você também. Mas seria justo? Seria justo ou injusto para qual lado da balança? Seu ou deles? Não seria justo para ambos. Somos carne, sangue, osso, alma, somos vivos. Estamos em vida, e não basta nada ser uma pessoa extremamente saudável ao lado de uma pessoa enferma e não fazer nada. Tenho uma revelação: Estamos todos doentes.


E digo aos familiares que tem pessoas com doenças raras. Digo a quem possui a doença. Digo isso a todos nós.





Helen Dieb é formada em licenciatura de artes cênicas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Mora em Brasília e trabalha como professora de artes, atriz, performer, cantora e compositora da capital.

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