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VEM AÍ...


Com essa chamada a Rede Globo de Televisão promete trazer o novo Big Brother Brasil 17 sob um novo olhar e com um novo apresentador.

Já na chamada do reality show, Thiago Leifert, substituindo o então apresentador Pedro Bial, faz questão de frizar que "pessoas comuns têm uma coisa em comum: as diferenças."

Também não é novidade pra ninguém que a Rede Globo "pisou na bola" quando deixou de televisionar as Paralimpíadas do Rio 2016, o que levou à tona muitas queixas de pessoas com deficiência sobre o contraste da valorização dos atletas “normais” e “diferentes”, afinal a emissora fez uma cobertura fantástica das Olimpíadas.

O que as pessoas não sabem é que o primeiro Reality Show foi exibido em 1973, produzido pela rede de TV Americana PSB com nome de “An American Family (Uma Família Americana) ”, onde o público acompanhava o dia a dia de um casal de californianos e seus cinco filhos, não havendo distribuição de prêmios milionários para os participantes, porém os deixando marcados na história da TV Americana.

Aqui no Brasil, o primeiro reality show, foi o Surviver ou No Limite que aconteceu em 2001 e, como vários, seus participantes já foram esquecido por muitos de nós. E foi seguindo a linha do primeiro reality show americano, que a Globo lançou seu primeiro Big Brother Brasil levando pessoas desconhecidas a uma casa “vigiada por 24 horas".

Sociólogos e pesquisadores de reality shows, acreditam que estes programas além de ser um chamariz ideológico onde o público se identifica com os personagens derrubando barreiras ficcionais aproximando telespectadores também servem para angariar lucros para emissora com patrocinadores de grande cacife.

O BBB 17 não será diferente a não ser, depois de “tanta bola fora da emissora” com público intitulado como pessoa com deficiência, convida uma atleta paralímpica - Marinalva de Almeida – para figurar e representar aquela parcela da população invisível aos olhos da sociedade.


Marinalva Oliveira para Revista Reação

Foto: Kica de Castro

Invisível por preconceito, afinal, nós pessoas com algum tipo de deficiência somos 46 milhões de brasileiros, consumidores e, com certeza, telespectadores.

Mas Marinalva de Almeida não surgiu do nada. Ela, como muitos BBBs, anseiam a fama. E ela começou como modelo da Agência Kica de Castro, primeira agência criada para pessoas com algum tipo de deficiência de São Paulo, depois convidada por estilistas para desfiles de suas grifes, sendo elas de modas inclusivas ou não, como estilista Fernando Cozendey e da marca Lado B Moda Inclusiva. Com aparições em outras mídias tanto do segmento das pessoas com deficiência, entre elas Revista Reação e Tendência Inclusiva, Marinalva, modelo e atleta paralímpica de Vela Adaptada, foi conquistando seu espaço e agora promete mostrar este universo levando as telinhas, em horário nobre, suas “imperfeições”, escancarando uma prótese de perna sem precisar de amputações feitas por Photoshop.

Confira no Viver Eficiente: Lado B Moda Inclusiva lança os primeiros Manequins Inclusivos do Brasil.



Adriana Buzelin é editora, redatora e webdesigner da Tendência Inclusiva. Cursou Relações Públicas, Produção Editorial e Design Gráfico. Com alguns cursos na área de artes plásticas e história da arte foi premiada com sua obra denominada Favela pela Câmara dos Vereadores de Minas Gerais. Colunista colaboradora da Revista Reação e outras revistas do segmento. Produtora do Programa Viver Eficiente. Primeira mergulhadora adaptada registrada pela HSA/Brasil em seu estado. Modelo Inclusivo do casting da agência Kica de Castro. Representante da ONG Essas Mulheres e membro da Associação ASA TEA- MG.Secretária da Secretaria de Direitos Humanos e Diversidade do Partido Verde de Belo Horizonte luta pela inclusão social e pela aceitação das diferenças.

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