Rubi Branco

e as transformações da vida

 

Nasceu como a maioria dos brasileiros, vindo de família simples, de morador de rua a produtor de televisão Rubi Branco encara as grandes transformações da vida como aprendizado.  Para ele todos temos limitações porém cabe a nós usá-las contra ou a nosso favor. Idealizador do programa A Arte de Viajar da TV Cidade de Osasco, cidade da grande São Paulo, nosso entrevistado desta edição é prova de que para vencer é necessário antes de tudo acreditar.

Foto: Kica de Castro.

Rubi, onde você nasceu e como foi sua infância e adolescência?

 

Eu costumo dizer que o meu nascimento foi profético e poético, já nasci na Cruz,  na Fazenda Santa Cruz, nasci em frente a uma casinha branca e um curral (poético isso). Pois é, nasci na estrada em cima de um caminhão (acaba o poema). Meus pais moravam na fazenda, quando minha mãe entrou em trabalho de parto, a colocaram no caminhão para levar para a cidade, mas eu não esperei nasci na estrada mesmo. Minha infância e adolescência foi com algumas dificuldades, meu pai foi embora de casa em um momento muito difícil, em que a minha mãe lutava contra um câncer de pele, pouco tempo depois minha mãe faleceu com apenas 38 anos de idade. Fui obrigado a trabalhar ainda muito cedo, com apenas 10 anos de idade eu já trabalhava de balconista em um bar. Mas tirando os problemas e as adversidades que tive que enfrentar, minha infância foi boa, porque tive o cuidado da família, meus tios e avós sempre respaldaram a mim e ao meu irmão Dernival, sempre deram carinho. Agradeço a Deus pela minha família porque ela é diferenciada, não existem brigas, um cuida do outro mesmo que distante.

Rubi Branco de frente a casa onde nasceu.

Foto: acervo do entrevistado

Teve uma época de sua vida que você morou nas ruas. Como aconteceu isto? 

 

Isso mesmo teve um período em minha vida que fui morador de rua, passei um período morando nas ruas de Osasco-SP, foi uma época em que fiquei desempregado, longe da família e sem recursos para pagar aluguel, acabei indo morar nas ruas. Foi isso que aconteceu, eu trabalhava e pagava aluguel, quando fiquei desempregado, mudei de uma casa para uma pensão, quando o dinheiro não dava mais para pagar a pensão, fui para as ruas. Mas em nenhum momento desanimei, porque tinha sonhos, objetivo e vontade de vencer, por causa desses sonhos não contei para a minha família o que estava passando, escondi de todos, o período que fui morador de rua, fiquei sem dar noticias, o que gerou uma preocupação muito grande de todos. Não por orgulho ou vergonha, mas porque eu sabia que se eu contasse eles mandariam dinheiro para eu voltar e não era o que eu queria. Eu tinha certeza que daria a volta por cima, tinha muita fé que Deus me daria uma oportunidade. E posso dizer que as ruas me fez crescer muito como pessoa, como ser humano.

 

Nos conte como você enxerga essa transição de uma pessoa que viveu tantas dificuldades para um produtor de programas da TV Cidade de Osasco?

 

Enxergo como resultado de acreditar nos sonhos, acreditar na vida e principalmente como o agir de Deus. Isso mostra que verdadeiramente vale apena não desistir, nada em nossas vidas acontece por acaso, tem um versículo bíblico que eu gosto muito: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8:28.

 

Passamos por muitas coisas que no momento não entendemos, mas tudo é um plano de Deus, hoje eu consigo entender isso, porque em algum momento aquela situação contribuiu para o meu bem e hoje posso cuidar de pessoas que passam pela mesma situação que passei. Nas ruas, Deus não me deu apenas uma história de superação, mas um testemunho de vida. Essa transição é uma grande vitória, uma realização profissional, uma grande conquista.  

 

Rubi Branco na TV Cidade de Osasco - São Paulo

Foto: Kica de Castro

 

Como é atuar como produtor de uma emissora em expansão? 

 

É uma grande diversão e uma responsabilidade maior ainda, busco levar informação e entretenimento de qualidade para as pessoas que assistem nossa programação, esse é o meu compromisso, fazer programas de qualidade, porque não podemos entrar nos lares das pessoas levando qualquer coisa, porque a televisão brasileira já está cheia de lixo eletrônico. Sempre fui muito critico em relação ao conteúdo da televisão brasileira, hoje faço parte desse mundo, então busco fazer diferente, para fugir da mesmice e da falta de qualidade, da exploração sensacionalista.

 

Sempre sou questionado se gostaria de trabalhar em uma grande emissora, e minha resposta é sempre a mesma – ”Não há mérito em trabalhar em uma grande empresa, já que isso é o caminho natural de qualquer profissional que se preparou, mas há sim um grande mérito ajudar uma empresa pequena ser grande” esse é o meu desafio aqui na TV Cidade. Como você mesmo falou somos uma emissora em expansão. Temos conseguido êxito, estamos em uma região privilegiada a Região Oeste da Grande São Paulo, transmitindo para 17 cidades. O diferencial que busco e mostrar o lado humano das pessoas, para que as pessoas de casa se identifiquem com aquilo que esta assistindo, e que qualquer hora pode ser ela o entrevistado na TV. Acredito que estamos aqui principalmente para contar histórias. Essa é a filosofia da TV Cidade, e eu me divirto com tudo isso, faço com muita alegria.

 

 

Nos conte como surgiu a ideia do programa A Arte de Viajar? Quando passa e qual é o público do programa?

 

A Arte de Viajar é um projeto antigo. Trabalhei em uma produtora e cuidava da conta da CVC Turismo, viajava produzindo os vídeos das cidades, roteiros, hotéis, para o site da CVC, ali surgiu a ideia de fazer um programa de turismo. Esse projeto ficou por muito tempo na gaveta. Então, eu e duas amigas a Mirian Ramos e a Josi Soares, estávamos procurando uma ideia para montarmos alguma coisa, pensamos em diversas coisas, mas sempre achávamos que ainda não era o que queríamos. Após uma viagem para a Europa no ano passado com a TV Cidade, voltei empolgado para por em prática o programa de turismo, apresentei a ideia para as meninas e elas gostaram daí resolvemos colocar em prática. Tem sido um desafio prazeroso, estamos buscando a cada dia melhorar para oferecer um programa de qualidade, para os telespectadores, queremos que eles realmente sintam parte da nossa viagem.

 

O programa não tem um público especifico. Procuramos fazer um programa para todas as idades e todos os públicos, com muita informação, entretenimento, aventuras e muita adrenalina.

A Arte de Viajar passa toda sextas-feiras às 23:00 horas na TV Cidade Canal 8 da Cabonnet em Osasco, Canal 15 da Net em toda Região Oeste da Grande São Paulo e para o Brasil e o mundo pelo site www.tvcidadenet.com.br.

Transformações e mudanças acontecem em nossa vida, como você enxerga estes acontecimentos?

 

Todos nós temos alguma deficiência seja ela física, financeira ou intelectual, podemos usar essas deficiências como muletas e ficar lamentando, criando assim uma paralisia em nossas vidas, ou usar como alicerces e construir uma história de sucesso. As mudanças só acontecem quando acreditamos nelas e não basta apenas acreditar tem que ir a luta, tem que querer, tem que ter atitudes. Nossas escolhas definem nossas transformações, se escolhermos o comodismo jamais seremos transformados. Toda transformação verdadeira passa por Deus, sem Deus as pessoas podem até experimentar alguma mudança, mas só Deus transforma de verdade. Quando você apenas passa por uma mudança continua escravo do passado, já a transformação te liberta e te arremessa para um futuro promissor, dando condições de viver o novo. Enxergo esses acontecimentos de transformação como algo que verdadeiramente criamos em nos, não podemos vencer se tivermos o espírito de perdedor. Todos nos temos mil motivos para desistir, assim como temos também milhões de motivos para não desistir. Somos o que sonhamos e acreditamos.

Humorista Geraldo Magela e Rubi Branco nos bastidores do Programa Viver Eficiente da TV Cidade Osaco.

 

Foto: Kica de Castro

Mateus e Rubi Branco trabalhando na TV Cidade de Osasco.

 

Foto: Kica de Castro

Quem é Rubi Branco e qual recado você deixa para os leitores da Revista Digital Tendência Inclusiva?

 

Quem é Rubi Branco? Responder sobre nós mesmo nem sempre é uma tarefa fácil, temos defeitos, virtudes, mas posso dizer que Rubi Branco é um pouco chato, teimoso, desligado às vezes, divertido, um bom amigo, companheiro, leal, um vencedor, um sonhador. Rubi Branco é acima de tudo um cara que ama muito, talvez esse seja o meu grande diferencial amar as pessoas.

 

O recado que quero deixar para os leitores da Revista Digital Tendência Inclusiva é: Acreditem em Deus, acreditem em seus sonhos. Podemos escolher o que plantar, mas toda colheita é obrigatória, o que plantarmos colheremos. “Se a vida exige muito de você, sinta-se feliz, pois Deus só exige daqueles que tem a capacidade e a coragem de vencer”. Quero finalizar com um versículo bíblico “O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti, O Senhor levante sobre ti o seu rosto e te dê a paz”. Números 6:24 à 26.

Rubi Branco trabalhando na TV Cidade de Osasco.

 

Foto: Kica de Castro

Acesse e conheça mais o programa A Arte de Viajar: https://www.facebook.com/pages/A-Arte-de-Viajar/595849733852131?fref=ts

Fotos: Arquivo do Entrevistado e fotos de Kica de Castro

 

 

por Adriana Buzelin em 25/08/2015

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