Sininho e Sylvia

e o amor incondicional

 

Sininho é uma linda basset que por conta de algumas hérnias de disco a deixou em uma cadeirinha de rodas. Sylvia, sua dona, e Sininho nos mostram o quanto é possível continuar tendo uma vida feliz se adaptando a essa nova realidade somente com dedicação, cuidados, carinho, respeito e muito amor.

Sylvia Christina Dias Estavaringo, dona da Sininho, é uma cirurgiã dentista de São Paulo capital.

 

Sininho é uma basset com 7 anos de idade que por conta de duas hérnias de disco, devido a raça que tem maior pré disposição, levou a ter paraplegia dos membros inferiores.

 

Sylvia nos conta que todas às quintas-feiras havia um pet show próximo clínica na qual trabalhava e que na hora do almoço sempre passava por lá para ver a Sininho e seus irmãozinhos.

 

"Fui me apaixonando e um dia voltei lá com minha mãe e levamos a Sininho. Ela apareceu em um momento delicado da minha vida. Havia perdido meu avô, estava separada de meu noivo e estava entrando em uma depressão. Sininho foi a melhor coisa que aconteceu, pois minha alegria voltou e nossa casa teve vida novamente” nos conta Sylvia.

 

Além da paralisia dos membros inferiores, Sininho tem problema urinário e, com o tempo, apareceu mais uma hérnia no pescoço, devido à força que ela faz para se arrastar pois Sininho não usa constantemente sua cadeirinha. Usando apenas quando vai passear.

Sininho fora de sua cadeirinha.

É um animalzinho meigo e carinhoso.

Os cães  paraplégicos  necessitam de cuidados especiais, para que não ocorram feridas por ficarem muito tempo em contato com o chão, para isto, um lugar acolchoado é o ideal. A troca de lado em que o animal está sentado ou deitado é fundamental. As cadeirinhas, como a que a Sininho utiliza, auxiliam nas atividades do cão, tornando-os mais livres, mas devemos considerar que alguns animais necessitam de massagem para urinar e, muitas vezes, um auxílio para evacuar, não devem ficar 24 horas na cadeira.

Sininho na hora do passeio usa sua cadeirinha de rodas.

É mais comum que se imagina cães terem displasia coxofemoral, o que não é o caso de Sininho porém causa também a paraplegia.

 

É  uma das doenças ósseas mais comuns em cães e afeta milhões de cachorros em todo o mundo. Conforme a doença progride, as articulações do quadril do cachorro começam a degenerar, causando aumento da dor e problemas de mobilidade para o cachorro. Se a displasia não for diagnosticada e tratada, o cachorro afetado por este problema, acabará incapacitado de locomover-se com suas patas traseiras além é claro de sofrer dores bem desagradáveis.  No entanto, a grande maioria dos cães com displasia da anca podem levar uma vida plena e ativa, principalmente se a doença for diagnosticada precocemente e o tratamento adequado for administrado e mantido provavelmente para o resto de sua vida.’’

 

Sininho operou e já fez muitos tratamentos, incluindo fisioterapia e acunpuntura porém não anda mais. Atualmente faz laserpuntura e acupuntura a cada 15 dias para seu bem-estar. A boa notícia é que Sininho tem começado a sentir suas patinhas e isto é um grande evolução para que não se machuque com facilidade.

Sininho nas sessões de laserpuntura.

Através de uma pesquisa ficamos sabendo que um estudo clínico da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, envolvendo cães paraplégicos, demonstrou que uma abordagem única para todos os casos não é ideal para tratar lesões na medula espinhal. Ao invés disso, o estudo destaca o fato de que a população de cães paraplégicos – mesmo aqueles com o mesmo tipo de lesão – é muito diversa e que os cursos do tratamento devem ser igualmente diversos. Essas descobertas podem levar a uma forma individualizada de tratamentos para lesões na medula espinhal, com expectativas de melhores resultados para pacientes caninos e, potencialmente, humanos.

 

Quando Sylvia percebeu que era necessário, por conta da paraplegia, uma cadeirinha de rodas para Sininho logo foi conversar com a veterinária que a atendia.

 

“A cadeirinha foi indicada pela veterinária da Sininho que conhecia a pessoa que confecciona, no caso, o professor dela. A veterinária mediu a Sininho e mandamos para essa pessoa, no interior de SP, em Botucatu. Meus pais que pagaram a cadeirinha. É fácil de se conseguir, porém cara. O tempo para fazer e entregar achamos demorado também. Levou 1 mês”  lembra Sylvia.

Se você for comprar  a cadeirinha , o ideal é tirar todas as dúvidas com o  fabricante e se for confeccioná-la, orientamos a fazer uma pesquisa na internet, pois cada cão tem suas particularidades.

 

 

Como fazer essas medidas:

Sininho tem mais de 2000 curtidas em sua fanpage na rede social Facebook, onde publica seu dia a dia, suas dificuldades por conta da paralisia, suas idas para fazer tratamento, dentre tantas outras curiosidades.

 

Quando perguntamos a Sylvia como surgiu esta ideia de divulgar Sininho ela nos contou: “A ideia foi do meu irmão. Muita gente que conhecia a Sininho, perguntava e queria saber de tudo, pois passamos por momentos difíceis com a pequena e eu relatava no meu perfil do facebook. Então, meu irmão teve essa ideia da página,  para o pessoal ir acompanhando a evolução e tratamento da Sininho. Além de poder ficar mais próximos através das fotos que postamos.”

 

E a ideia foi boa pois através da fanpage Sylvia e Sininho podem mostrar este lado pouco divulgado sobre a paralegia nos animais de estimação.

 

E não para por aí.

 

Sylvia se juntou a uma amiga e estão pensando em fazer rifas para ajudar uma ONG que ajuda os animais necessitados. Já está lançando produtos com as fotos da Sininho e já até começaram rifando uma campanha virtual. Para Sylvia, Sininho veio para mudar a visão das pessoas relacionadas aos animais com deficiência.

 

Nós da Tendência Inclusiva nos sentimos na obrigação de mostrar que assim, como nós humanos, estes animais podem ter uma vida ativa e feliz mesmo após um incidente que os impede de andar, enxergar, ouvir. A adaptação é tudo com a ajuda de seus donos.

Visite a fanpage da Sininho e curta suas aventuras:

 

https://www.facebook.com/cadelasininho?fref=ts

Pesquisamos e encontramos no Google muitas empresas que fabricam cadeirinha de rodas para os animais de estimação com dificuldade de locomoção porém são extremamente caras, mas achamos em Lagoa da Prata - MG um casal que cria essas cadeirinhas de rodas cobrando um custo bem baixo já que a mesma é artesanal. Deixamos aqui o contato: moumenezes@yahoo.com.br e monicadeirinhas@gmail.com.

 

Caso, você leitor, saiba de instituições que façam tratamento e cadeirinhas de rodas para animaizinhos com deficiência física nos mande um e-mail que divulgaremos em nossa sessão Seja Solidário!

 

 

 

Fotos: Acervo Pessoal do Entrevistado e imagens retiradas via Google.

 

por Adriana Buzelin e Lícia Lima em 25/07/15

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