Youseb Nabizada

O ‘Powerlifiting’ Yousef Nabizada,  é um atleta paralímpico de Cabul no Afeganistão, que nos leva fazer uma reflexão de como o Esporte Adaptado quebra barreiras atitiudinais, promove o aprendizado com o estreitamento nas relações entre as diversas culturas, disponibilizando informações no intuito de promover uma sociedade mais igualitária e inclusiva.  

Para esta edição, venho apresentar o ‘Powerlifiting’* Yousef Nabizada, com o objetivo de fazer uma reflexão sobre o Esporte Adaptado e a quebra de barreiras atitudinais, promovendo o aprendizado com o estreitamento nas relações entre as diversas culturas.

No Brasil, as Paralimpíadas ajudaram a abrir olhares para as pessoas com ou sem deficiência. Alguns não sabiam quanta criatividade e superação os paratletas têm em seu dia-a-dia. Por outro lado, algumas pessoas com deficiência abriram seus horizontes para superar as suas próprias barreiras internas, como o medo de experimentar novos lugares ou de se sentirem capazes de conquistar os seus próprios sonhos.

Uma das pessoas que nos faz refletir sobre essas questões é o Yousef Nabizada, 30 anos, de Cabul, Afeganistão. Há 20 anos, começou a praticar Tae-kwon-do antes de se tornar uma pessoa com deficiência. Foi faixa preta e era membro da seleção nacional. Depois foi boxeador da seleção. Em 2006, o teto de sua casa caiu sobre suas costas, que o deixou paraplégico. Não podendo movimentar as pernas, começou a praticar o levantamento de peso. Em 2014 participou do ‘INCHEON’, Jogos Asiáticos Paralímpicos, na Coréia, ganhando medalha de ouro na sua modalidade.

Em três anos consecutivos, ganhou oito medalhas de ouro em competições nacionais e atualmente é recordista mundial em puxar ônibus, sentado em uma cadeira de rodas.

Ser considerado ‘homem de ferro’ no Afeganistão, nos mostra a superação não só da força, mas de inclusão social de um ser humano que é aceito em outros grupos sociais e em outras culturas, independente de sua nacionalidade, condição física, religião ou crença. Ele é aceito por ser o que é, do jeito que é, quebrando alguns paradigmas, diminuindo o preconceito por onde passa, nos mostrando que as diversidades humanas, culturais e religiosas podem caminhar de ‘mãos dadas’, transmitindo o aprendizado para o amor ao próximo, à união e à paz.

*Powerlifiting: levantador de peso

Diversity and Adapted Sport: overcoming and breaking paradigms.

 

For this edition, I come to report 'Powerlifiting' Yousef Nabizada, aiming to make a reflection on the Sport Adapted and breaking of attitudinal barriers, promoting learning wiht narrowing the relations between the various cultures.

In Brazil, the Paralympics open looks for people with or without disabilities. Some didn't know how much creativity and overcoming the parathletes have in their daily routines. On the other hand, some people with disabilities have opened their horizons to overcome its own internal barriers, such as the fear of trying new places or feel able to conquer their own dreams.

One of the people who makes us reflect on these issues is Yousef Nabizada, 30 years from Kabul, Afghanistan. Twenty years ago, he began practicing Taekwondo before becoming a person with disability. He was black belt and a national team member. In 2006, the roof of his house fell on his back, making him a paraplegic. How he can't move his legs, he began to practice weightlifting.

         

 

In three consecutive years, he won eight gold medals in national competitions and he is currently world record in bus pull, sitting in a wheelchair.

 

 

Being considered ‘iron man’ in Afghanistan, shows us the overcoming not only the strength, but of social inclusion of a human being who is accepted in other social groups and in other cultures, regardless of nationality, physical condition or belief. He is accepted for being what he is, the way he is, breaking a few paradigms, decreasing prejudice wherever he goes for, showing us that human, cultural and religious diversity can walk of holding hands, transmitting the learning to love your neighbor, unity and peace.

 

By Luciane Kadomoto Bezerra

Psychologist and Nurturing Inclusive

Translator: Ivy Padilha Tomazini

por Luciane Kadomoto 29/12/2016

Psicóloga e Educadora Inclusiva

CRP 06/88163

 

Revisão de texto: Ivy Padilha Tomazini

Fotos e release: Arquivos do Entrevistado

 

 

 

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